Banco Central dos Estados Unidos corta taxa de juros para perto de zero


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
15 de março de 2020 às 18:28 | Atualizado 15 de março de 2020 às 19:40
 
Chaiman do Federal Reserve, Jerome Powell, chega para entrevista coletiva em Was

Para conter impactos do coronavírus na economia americana, chaiman do Federal Reserve, Jerome Powell, cortou as taxas de juros para perto de zero  

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, cortou as taxas de juros do país para um intervalo de 0 a 0,25%, em uma reunião extraordinária neste domingo (15). A decisão foi tomada como ação emergencial para ajudar a estimular a economia dos EUA, em meio à pandemia global de coronavírus. 

"Os efeitos do coronavírus pesarão na atividade econômica no curto prazo e representarão riscos para as perspectivas econômicas. À luz desses desenvolvimentos, o comitê decidiu reduzir o alcance da meta", afirmou o Fed, em comunicado.

Este é o segundo corte que o Fed faz em menos de duas semanas. No início de março, o Banco Central dos EUA já havia rebaixado a taxa para o intervalo de 1% a 1,25%.

Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a medida. Em entrevista coletiva, ele afirmou estar “muito feliz” e classificou a ação do Fed como “formidável”.

Ação orquestrada

Em ação coordenada com os bancos centrais europeu, da Inglaterra, do Japão, do Canadá e da Suíça, o Fed também anunciou que vai facilitar e baratear o acesso dessas economias a dólares americanos. De acordo com o banco central americano, a medida é uma tentativa de melhorar a liquidez e evitar fuga de recursos nesses mercados.

“O avanço do coronavírus tem prejudicado comunidades e a atividade econômica de vários países. O Fed está preparado para utilizar todas as suas ferramentas para suportar o fluxo de crédito para cidadãos e negócios”, disse o BC americano em nota.

A autoridade monetária dos EUA também disse que continuará monitorando as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas, incluindo as relacionadas à saúde pública, desenvolvimentos globais e pressões inflacionárias.

A decisão de cortar os juros foi por 9 votos a 1. O voto dissidente foi da presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester.

O Fed ainda zerou a taxa do compulsório bancário nos EUA e anunciou a compra de US$ 500 bilhões de dólares em bônus do Tesouro e US$ 200 bilhões em títulos garantidos por operações imobiliárias.

Na Bolsa de Nova York, os índices futuros do Standard & Poor's 500 chegaram a cair quase 5%, com os investidores se perguntando se o problema do coronavírus era mais grave do que imaginavam.