Pelo 4º mês consecutivo, resgates superam emissões de títulos do Tesouro Direto

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, no mês de fevereiro, a retirada de títulos do mercado foi R$ 960 milhões superior a novos investimentos

Anna Russi Da CNN, em Brasília
24 de março de 2020 às 12:38
Segundo Secretaria do Tesouro Nacional, a retirada de títulos do mercado foi R$ 960 milhões superior a novos investimentos 
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pelo quarto mês seguido os resgates de títulos do Tesouro Direto, programa de investimentos do governo que permite a compra de títulos públicos pela internet, superaram as emissões de novos papéis. Os dados foram divulgados na terça-feira )24), pela Secretaria do Tesouro Nacional. 

Segundo a publicação, no mês de fevereiro, a retirada de títulos do mercado foi R$ 960 milhões superior a novos investimentos. Enquanto os resgates totais somaram R$ 2,354 bilhões, as vendas de títulos totalizaram R$ 1,393 bilhões. Entre a retirada de títulos, R$ 2.198,1 milhões foram em recompras pelo Tesouro e R$ 156,1 milhões, a vencimentos. 

Com a série de cortes sucessivos na Selic, a taxa básica de juros, que de 2016 a 2020, a Selic passou de um patamar de 14,25% para a mínima histórica de 3,75%,  a remuneração dos títulos públicos passou a recuar. Diante desse cenário, os títulos do Tesouro estão rendendo menos. 

Investidores e aplicações

Embora o número de resgates tenha atingido a quarta alta consecutiva e a Selic esteja em seu menor patamar da história, o número de investidores têm aumentado. Com 217.056 novos inscritos na modalidade, o total de investidores cadastrados ao final de fevereiro atingiu 6,1 milhões. O valor representa uma alta de 71,6% em 12 meses.  

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Já em relação aos investidores ativos, a alta foi de 35,4% nos últimos 12 meses, registrando um patamar de 1,2 milhão. 

De acordo com a publicação, o saldo total de títulos no mercado ficou em R$ 58,8 bilhões no mês passado, representando uma queda de 0,8% ante o mês anterior. 

Além disso, os títulos remunerados por índices de preços, ou seja, aqueles atrelados à inflação, responderam pelo maior volume no estoque, alcançando 49,2%. Os títulos indexados à taxa Selic têm participação de 33,4% e os títulos prefixados representam 17,4%.