COVID-19: Equipe econômica começa a abrir cofres e prevê gastar até 5% do PIB

Paulo Guedes participou de várias conferências e afirmou que o governo deve gastar até 5% da economia com auxílio às famílias e empresas

Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
30 de março de 2020 às 07:06 | Atualizado 30 de março de 2020 às 07:14
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Foto: CNN Brasil

Depois de início tímido, equipe econômica começa a mostrar que está disposta a abrir os cofres públicos para minimizar os efeitos do coronavírus.

No episódio de hoje:

- Governo anunciou R$ 40 bilhões para financiar salários de empregados de pequenas e médias empresas;
- Dinheiro é do Tesouro e vai ser oferecido por bancos comerciais;
- Paulo Guedes participou de várias teleconferências e afirmou que o governo deve gastar até 5% do PIB com auxílio às famílias e empresas;
- Nos Estados Unidos essa ajuda equivale a 10% da economia local;
- Guedes disse ainda que o Banco do Brasil, por ter ações no mercado financeiro e sócios privados, não terá o mesmo papel de BNDES e Caixa Econômica;
- O ministro disse ainda que gostaria de retomar atividades econômicas, mas prefere, como cidadão ficar em casa por enquanto;
- Gustavo Montezano, presidente do BNDES, também participou das conferências e disse que o banco pode comprar títulos de dívida de companhias aéreas para ajudar o setor;
- Após acordo do governo com Azul, Gol e Latam, a malha de voos nacionais foi reduzida em 91% a partir de sábado;
- Para se ter ideia, durante este período de malha restrita, apenas Latam irá realizar pousos e decolagens em Congonhas;
- Goldman Sachs passou a prever contração de 3,4% da economia brasileira, enquanto JP Morgan cortou a previsão para -3,2% e o Citi aposta em retração de 1,7%;
- Nos Estados Unidos, Trump mudou de ideia em relação ao isolamento social e reforçou a medida até o fim de abril;
- Enquanto isso, no Brasil, Jair Bolsonaro visitou comércio em torno de Brasília no domingo (29) e reafirmou desejo de retomar atividade econômica;
- Semana começou com tom pessimista nos negócios;
- Petróleo é negociado com 6% de queda, por temor de colapso na demanda mundial;
- Barril está sendo negociado abaixo de US$ 20 pela primeira vez em 18 anos;
- Com isso, bolsas da Ásia fecharam em queda e Europa aponta a mesma tendência;
- AGENDA: Números sobre a atividade econômica chinesa em março devem ser anunciados na sexta (3).