Funcionários da Toyota aprovam proposta de redução de salário

Percentual de redução salarial vai de 5% até chegar a 25% para os cargos mais altos

Raquel Landim
Por Raquel Landim, CNN  
10 de abril de 2020 às 18:50
A logomarca da montadora japonesa Toyota (05.mar.2019)
Foto: Pierre Albouy/Reuters


Os funcionários da Toyota em São Bernardo do Campo (SP) aprovaram a proposta da montadora japonesa de suspensão do contrato de trabalho e redução de salário. Em votação online realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, 97% dos trabalhadores concordaram.

Com essa decisão, a Toyota suspenderá por dois meses os contratos de seus funcionários nesta planta e vai reduzir a remuneração conforme a faixa salarial em porcentuais que podem chegar a 25%.

Funcionários que ganhem até R$ 3.115 continuam recebendo salário líquido integral. Entre R$ 3.115 e R$ 7 mil, o corte é de 5%. Entre R$ 7 mil e R$ 9 mil, a redução é de 10%. A partir daí o percentual vai subindo, até chegar a 25% para os salários mais altos.

Segundo informações do sindicato, a Toyota pretende aderia a medida provisória editada pelo governo federal, que vai complementar a redução da remuneração dos trabalhadores até o limite do seguro desemprego, que é de R$ 1.813.

A montadora japonesa também está em discussões semelhantes com os sindicatos de suas demais fábricas no interior de São Paulo, situadas em Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz.

A decisão da Toyota pode puxar uma fila de suspensão de contratos e redução de salários nas montadoras e nos fabricantes de autopeças. Mais de 90% das plantas de veículos estão paradas no país por causa da pandemia do novo coronavírus.

Até agora as empresas estavam cobrindo os dias parados com férias coletivas e banco de horas, mas, a medida que o isolamento social exigido para combater o vírus se prolonga, o setor está buscando outras alternativas.

Procurada, a Toyota confirmou que está em negociação com os sindicatos para “discutir uma proposta que garanta a segurança de seus colaboradores e a sustentabilidade dos seus negócios no país”.