Quarentena: vendas da Coca-Cola caem 25%, Netflix ganha 15 mi de assinantes

Empresas registram mudanças bruscas em suas receitas durante pandemia do novo coronavírus

Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
22 de abril de 2020 às 07:14 | Atualizado 22 de abril de 2020 às 07:31
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Foto: CNN Brasil

Empresas registram mudanças bruscas em suas receitas durante pandemia do novo coronavírus. O mercado de petróleo, um dos mais afetados pela falta de demanda, vive semana bizarra, com o preço do barril chegando a valores negativos nos EUA na última segunda (20). Na Ásia, barris que eram vendidos a US$ 70 no ano passado, hoje custam US$ 11.

No episódio de hoje:

- Preços do petróleo engataram nova queda nesta quarta-feira (22). Na Ásia, os negócios começaram com o a barril a US$ 11 para entregas em junho. Este mesmo barril valia US$ 70 há um ano;
- Na segunda (20), alguns contratos dos combustível chegaram a preços negativos;
- A explicação é que não havia mais onde guardar este petróleo. A demanda despencou e, com isso, o centro de distribuição da commodity encheu;
- Por isso, os produtores estavam topando pagar para se livrar de produto;
- Resultado: contratos que seguem a B3 em Nova York operaram em queda na terça (21), com a Petrobras tombando mais de 3%;
- Vendas mundiais da Coca-Cola caíram 25% no mês de abril por conta da pandemia;
- A empresa explicou aos acionistas que metade das vendas da bebida ocorre “away from home”, ou em bares, restaurantes, cinemas, estádios;
- Revelou também que aumentou a demanda por suco de laranja, já que as pessoas estão tomando café da manhã em casa;
- A Netflix, por outro lado, anunciou que ganhou mais de 15 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2020;
- Ações da empresa já se valorizaram 30% no acumulado do ano; Apesar disso, com o avanço do dólar, a receita em países como o Brasil reduziu bruscamente;
- AGENDA: Às 14h30, o BC divulga dados sobre o fluxo de dólares no Brasil na última semana;
- Também vale ficar de olho na reação dos investidores aos anúncios de prefeitos e governadores para a reabertura do comércio.