Google libera o Meet, plataforma agora gratuita, concorrente do Zoom e Skype

Ferramenta de videoconferência que antes era paga passa a ter acesso liberado

Jordan Valinsky, CNN Business
29 de abril de 2020 às 11:03
Ellie Lyons, professora infantil norte-americana, dá aula online via Google Meet, em 27 de março de 2020.
Foto: David Ryan/The Boston Globe/Getty Images

O Zoom e o Skype, plataformas de uso gratuito, ganham ainda mais concorrência: o Meet, que é uma ferramenta de videoconferência premium do Google, e agora é gratuita para todos.
 
O Google disse nesta quarta-feira (29) que o software é "seguro e confiável" e estará disponível nas próximas semanas para qualquer pessoa com um endereço de e-mail, mesmo que não seja uma conta da empresa, ou seja, do Gmail. 
 
O Meet estava anteriormente disponível apenas para usuários de do G Suite, pacote de ferramentas do Google geralmente usado por empresas e escolas. Os preços do programa vão desde R$ 20 a R$ 95, variando por plano e cotação do dólar. 
 
A revolução do home office provocada pelo novo coronavírus (COVID-19) desencadeou o fenômeno das teleconferência nos últimos meses. O Zoom, que tem sido afetado por questões de segurança, anunciou na semana passada que recebe 300 milhões de usuários por dia. O Facebook está adicionando a sua própria plataforma: uma ferramenta de videoconferência para o Messenger chamada Rooms.

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O CEO da Alphabet (multinacional dona de várias empresas pertencentes ou vinculadas ao Google, incluindo o próprio Google), Sundar Pichai, disse nesta terça-feira (28) que o Meet "ultrapassou um marco significativo" e está adicionando 3 milhões de novos usuários todos os dias. Eles tiveram 30 vezes mais acessos desde janeiro e agora têm mais de 100 milhões de novos perfis por dia, de acordo com Pichai.
 
O Google enfatizou os recursos de segurança do Meet, escrevendo em um post que ele é "projetado, construído e operado para ser seguro em larga escala".
 
Alguns recursos importantes incluem admitir ou negar usuários em conferências, além de não permitir perfis anônimos - ambos problemas enfrentados pelo Zoom, que tentou eliminá-los com atualizações do software. Eric Yuan, CEO do Zoom, admitiu que sua empresa "falhou" em questões de privacidade e segurança.
 
O Google está limitando o tempo de uma reunião para 60 minutos, mas esse limite só será aplicado em setembro. Até cem pessoas podem estar em uma única chamada no Meet, o mesmo número permitido em uma conferência no Zoom, que no entanto, limita as reuniões a 40 minutos em seu uso gratuito. 
 
A próxima ferramenta de videoconferência do Facebook receberá até 50 pessoas, sem limite de tempo. O Skype, da Microsoft, também pode receber o mesmo número de usuários em um chamada por até 4 horas.
 
Como o Skype e o Zoom, o Meet manterá alguns recursos premium para os clientes do G Suite, incluindo números de telefone para discagem, reuniões maiores e gravação dos encontros.