Guedes é contra, mas governo avalia manter auxílio emergencial no pós-pandemia

Carlos da Costa afirmou, no entanto, que a decisão depende do ministério da Cidadania e da avaliação do impacto da medida sobre as contas públicas

Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
12 de maio de 2020 às 07:26 | Atualizado 12 de maio de 2020 às 11:01
Abertura de Mercado é um podcast diário com as principais notícias econômicas
Foto: CNN Brasi

Carlos da Costa, secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia disse que “talvez alguns programas tenham vindo para ficar”. Em casa, o brasileiro tem comido mais bolachas (biscoitos) e massas. M. Dias Branco, maior produtora do segmento no país, registrou aumento de 25% no volume de vendas em relação ao ano passado.

No episódio de hoje:

- Depois de dizer que Guedes tomava 99% das decisões econômicas, Bolsonaro afirmou que vai atender 100% da demanda do ministro;
- Neste caso, trata-se de impedir o reajuste salarial de servidores públicos até o final de 202;
- Ele argumentou que, com a inflação baixa e o preço de alguns produtos diminuindo, todo mundo vai perder poder aquisitivo;
- Esse congelamento é uma contrapartida dos governos estaduais e municipais que receberão socorro financeiro;
- O problema é que o projeto aprovado na Câmara abriu brechas para que uma série de categorias tenha reajuste;
- O auxílio emergencial poderá ser mantido mesmo após o fim da pandemia;
- Secretário do governo, Carlos da Costa disse, em entrevista ao Valor Econômico, que “talvez alguns programas tenham vindo para ficar”;
- Costa afirmou, no entanto, que a decisão depende do ministério da Cidadania e da avaliação do impacto da medida sobre as contas públicas;
- O mercado financeiro global começou a semana cauteloso. Novos casos da Covid-19 na Alemanha, Coreia do Sul e China reacenderam a preocupação com uma segunda onda de casos;
- Com isso, as principais bolsas do mundo fecharam em queda. Uma nova onda da doença representaria uma recessão mais severa e prolongada;
- A Bolsa de São Paulo caiu 1,5% e fechou aos 79 mil pontos. O dólar voltou a subir e ficou 1,5% mais caro, a RS 5,82, a segunda maior cotação da história;
- Bolsonaro decretou nesta segunda-feira (11) que academias de ginástica e salões de beleza são atividades essenciais;
- Com isso, poderão em teoria voltar a abrir as portas. O STF já havia decidido, no entanto, que os governadores devem estabelecer regras sobre o tema;
- Em entrevista à André Jankavski, editor-executivo do CNN Business, Edgard Corona, presidente da Smart Fit, não garantiu a reabertura das unidades de sua rede;
- Ele afirmou que a empresa irá ouvir funcionários, clientes e comunidades para entender necessidades locais;
- Redes de shopping continuam o processo de reabertura das suas lojas, graças a decisões locais de afrouxamento do isolamento;
- A Irb Brasil anunciou que está sendo alvo de fiscalização especial do órgão que controla o setor de seguros, Susep;
- O órgão avalia se a empresa tem menos garantias do que as necessárias para operar como resseguradora;
- A pandemia tem feito com que o brasileiro coma mais biscoitos e massas;
- M. Dias Branco, maior produtora do segmento no país, registrou aumento de 25% no volume de vendas em relação ao ano passado;
- Empresa francesa de cosméticos, a Coty desistiu de vender seus negócios no Brasil. Apesar disso, vendeu uma fatia das suas linhas para uso profissional para o fundo americano KKR por cerca de US$ 3 bilhões.
- AGENDA: Divulgação da ata da última reunião do Copom, divulgada às 8h da manhã, vai trazer detalhes sobre a decisão de baixar a Selic a 3%;
- Às 9h, IBGE divulga a Pesquisa Mensal do Setor de Serviços;
- Às 9h30, os EUA divulgam dados da inflação de abril.

Em nota, o ministério da Economia afirma que "tem tomado medidas de caráter temporário para combater os efeitos da pandemia. As despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública. O compromisso com o teto de gastos dá credibilidade e promove investimentos que criam empregos e faz com que o governo onere cada vez menos a sociedade."