Maior aérea de baixo custo da Europa, Ryanair quer retomar 40% dos voos em julho


Fabrizio Neitzke, da CNN, em São Paulo
12 de maio de 2020 às 10:55
Ryanair afirmou que aplicará uma série de medidas de prevenção contra a Covid-19

Ryanair afirmou que aplicará uma série de medidas de prevenção contra a Covid-19

Foto: Hannah McKay - 23.ago.2018/Reuters

Maior empresa aérea de baixo custo (low cost) da Europa, a irlandesa Ryanair anunciou nesta terça-feira (12) que pretende retomar 40% dos seus voos regulares a partir de julho. A medida depende da suspensão das restrições de voos dentro da União Europeia. 

Se aprovada, a aérea passará a operar mil voos diários, o que equivale a 90% das suas rotas antes do início da pandemia do novo coronavírus. Desde meados de março, a empresa tem realizado apenas 30 voos por dia entre Irlanda, Reino Unido e outros países da Europa. 

A companhia afirmou que aplicará uma série de medidas de prevenção contra a Covid-19. As aeronaves – que contam com filtros de ar similar aos utilizados em hospitais – passarão por uma higienização com produtos químicos todas as noites, e a tripulação será obrigada a usar máscaras durante as viagens.

Para os passageiros, a rotina também deve mudar. Dentro do avião, será proibido formar filas para o banheiro e todas as compras de serviço de bordo deverão ser realizadas apenas com cartão. 

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Os viajantes também deverão passar por uma medição de temperatura ainda nos aeroportos e serão aconselhados a fazer o check-in online, despachar menos bagagens e higienizar as mãos.

O CEO da Ryanair, Eddie Wilson, afirmou que a companhia trabalhará em conjunto com autoridades de saúde para garantir que os voos contem com medidas suficientes para evitar a propagação do vírus. 

Segundo Wilson, a data escolhida para o retorno permitirá que "amigos e famílias possam se reunir, pessoas possam voltar ao trabalho e países que dependem economicamente do turismo, como Espanha, França, Grécia, Itália, Portugal e outros, possam recuperar o que sobrou desta temporada".

O setor aéreo enfrenta forte turbulência econômica causada pela pandemia. A colombiana Avianca, segunda mais antiga do mundo em operação, entrou com pedido de recuperação judicial no domingo (10).

Em abril, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) informou que a paralisação pode custar 25 milhões de empregos em todo o mundo, além de causar um prejuízo total de US$ 314 bilhões.