Mercado financeiro já espera tombo de mais de 5% na economia

Na 14ª semana de piora das expectativas econômicas, especialistas que o tombo da economia ficará em 5,12%, acima dos 4,7% projetados pelo governo

Anna Russi da CNN, em Brasília
18 de maio de 2020 às 08:53 | Atualizado 18 de maio de 2020 às 08:59
Prédio do Ministério da Economia em Brasília (3.JAN.2019): previsão da queda saiu de 4,11%, na semana passada, para 5,12%
Foto: Adriano Machado/Reuters

Em mais uma revisão, a projeção do mercado financeiro para a contração econômica para 2020 passou de 4,11% para 5,12%. Esta é a 14ª semana consecutiva de piora nas previsões. 

Os dados são do relatório semanal do boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central. O documento traz a estimativa dos analistas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

Com a revisão, a expectativa do mercado se alcançou as estimativas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, de 5% e 5,3%, respectivamente. Na semana passada, o Ministério da Economia atualizou sua  previsão oficial para o PIB, admitindo, pela primeira vez, resultado negativo em 2020. A pasta espera um tombo de até 4,7%. 

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De acordo com as projeções, neste ano, a recessão da atividade econômica doméstica deve atingir o maior patamar  história brasileira. Atualmente a maior queda já registrada na história do índice foi de 4,35%, em 1990, no governo do ex-presidente Fernando Collor. 

Inflação e Selic 

Com  a crise econômica deste ano, o Brasil também deve deixar de cumprir a meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em uma decima revisão, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passaram de 1,76% para 1,59%. 

Em 2020, o centro da meta de inflação é de 4%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, podendo variar de 2,5% a 5,5%. 

O principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação é a taxa básica de juros. Atualmente  a taxa está na mínima histórica de 3% ao ano, mas o Copom já indicou novo corte da Selic, para até 2,25% a.a. Assim, os analistas do mercado financeiro já esperam que a Selic termine este ano em 2,25% ao ano.

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