Uber vai demitir mais 3 mil funcionários, além do corte do início do mês

Nova medida dispensa, ao todo, mais de 6 mil funcionários da companhia

Reuters
18 de maio de 2020 às 14:09 | Atualizado 18 de maio de 2020 às 14:13
O presidente da Uber, Dara Khosrowshahi
Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Além das 3.700 demissões anunciadas no início deste mês, a Uber vai dispensar mais 3 mil funcionários no segundo corte de maio, conforme disse o presidente-executivo, Dara Khosrowshahi, em email para funcionários nesta segunda-feira (18). O motivo alegado pela empresa é a queda na demanda por serviços de transporte, induzida pelas medidas de isolamento social para o combate à pandemia de coronavírus.

O setor de transporte por aplicativos sofreu um colapso quase total conforme parte do mundo teve as atividades paralisadas para combater a propagação do vírus.

Quase dois terços da receita da Uber são gerados nos Estados Unidos e no Canadá, onde o isolamento social começou a vigorar em meados de março. A empresa disse que as corridas despencaram 80% em todo o mundo em abril, mas se recuperavam lentamente.

Khosrowshahi também disse que a empresa deixará seu escritório em Cingapura nos próximos 12 meses e se mudará para um novo local na região Ásia-Pacífico. A Uber também anunciou que fechará cerca de 45 de seus escritórios, incluindo o do Pier 70, em São Francisco. A empresa, que também está negociando a compra do GrubHub para reforçar o negócio de entrega de alimentos, disse que planeja reduzir investimentos em projetos não essenciais.

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