Skaf questiona critérios para manter restrições mais duras na Grande SP

Skaf também disse que sentiu falta de protocolos para o estado e para o município de São Paulo no que diz respeito, por exemplo, ao transporte público

Da CNN, em São Paulo
28 de maio de 2020 às 18:03 | Atualizado 28 de maio de 2020 às 18:22

Em entrevista à CNN na tarde desta quinta-feira (28), o presidente Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, criticou o plano de reabertura da economia anunciada na quarta-feira (28) pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Segundo ele, “um passo foi dado”, mas Skaf afirmou não entender os critérios que mantiveram os municípios vizinhos a São Paulo com o mesmo isolamento social atual. 

"Nos últimos tempos critiquei aquela política de uma visão horizontal, de enxergar São Paulo de uma única forma, sendo que temos várias regiões e cada município tem sua história e particularidades. Pelo menos agora [o governo] está dividindo São Paulo em várias áreas e com tratamentos diferenciados", disse. "Mas fico em dúvida de qual foi o embasamento técnico e científico que embasou nessa decisão [de manter os 38 municípios a permanecerem como estão]."

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Skaf também disse que sentiu falta de protocolos para o estado e para o município de São Paulo no que diz respeito, por exemplo, ao transporte público.

"Eu gostaria de saber, com essa abertura da cidade de São Paulo, que é positiva, qual vai ser o aumento de trânsito de pessoas que dependem de transporte público? Foi feita essa conta? Quantos ônibus, carros a mais de metrô vão entrar em circulação? Vai aumentar a velocidade do metrô? Porque não adianta os cuidados na casa e no trabalho se não tiver cuidado nos transportes públicos. Enfim, as cautelas para preservar a saúde das pessoas”, afirmou.