Microcrédito e renda mínima: novos projetos de Guedes contra crise econômica

O crédito de R$ 15,9 bilhões para micro e pequenas empresas, anunciado há várias semanas pelo governo, deve finalmente ficar disponível

Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
09 de junho de 2020 às 07:26 | Atualizado 09 de junho de 2020 às 07:49
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Foto: CNN Brasil

Guedes admitiu que o governo pretende criar um programa de renda mínima após a pandemia, o Renda Brasil. O movimento tem sido considerado um aceno ao congresso de que o governo está preocupado com brasileiros mais pobres.

No episódio de hoje:

- O crédito de R$ 15,9 bilhões para micro e pequenas empresas, anunciado há várias semanas pelo governo, deve finalmente ficar disponível;
- Pequenos empresários têm reclamado da demora, já que têm dificuldades de manter as portas abertas durante a pandemia;
- A reclamação ocorre porque o Pronambe foi aprovado no dia 7 de abril pelo Senado, há mais de dois meses;
- O crédito terá juro baixo, Selic + 1,25% ano, o que dá 4,25%;
- Isso ocorre porque o governo está bancando 85% do risco da operação;
- Podem solicitar a ajuda microempresas que faturam até R$ 360 mil ou pequenas empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões;
- Paulo Guedes admitiu que o governo pretende criar um programa de renda mínima após a pandemia;
- Batizado de Renda Brasil, o programa será, segundo Guedes, mais abrangente que o Bolsa Família;
- A ideia é atender os mais vulneráveis, inclusive os informais que são beneficiários do auxílio emergencial;
- O movimento tem sido considerado um aceno ao congresso de que o governo está preocupado com brasileiros mais pobres;
- Há duas realidades distintas no mundo econômico hoje. De um lado, a economia real têm sofrido bastante;
- O Banco Mundial divulgou projeções prevendo que, pela primeira em 60 anos, economias emergentes diminuirão de tamanho 2020;
- Enquanto as previsões de queda no PIB destes países é de 2,5%, no Brasil este número salta para 8%;
- Essa deve ser a maior queda desde 1900;
- Outra realidade, no entanto, é vista no mercado financeiro;
- Animado com perspectivas de reabertura da economia, faz com que as bolsas subam;
- S&P 500, nos Estados Unidos, já voltou ao patamar do início de 2020, anulando todas as perdas geradas;
- No Brasil, onde a curva de casos de coronavírus ainda cresce, a bolsa engatou sete sessões consecutivas de alta e se aproxima dos 100 mil pontos;
- O dólar também não para de cair e é negociado a R$ 4,85, menor valor em três meses;
- A livraria Cultura apresentou nova proposta de renegociação das dívidas;
- Segundo reportagem do Valor Econômico, a empresa quer abater até 80% das dívidas com fornecedores;
- A Apple pode fazer nos EUA, segundo a Bloomberg, o que já conhecemos no Brasil: parcelar a compra dos clientes em até 12 vezes sem juros;
- Só poderá ter acesso às condições quem usar o cartão de crédito da própria marca;
- A pandemia tem gerado um problema para quem divide contas de serviço de streaming, o bloqueio da transmissão;
- Reportagem do WSJ mostra que um terço dos assinantes compartilhava senhas com pessoas vivendo em outros lugares;
- AGENDA: IBGE divulga às 9h dados sobre a produção agrícola em maio;
- Às 11h, os EUA divulgam dados sobre o mercado de trabalho em abril.