Focus mostra analistas indecisos: projeções de recessão vão de 3,8% a 11%


Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
15 de junho de 2020 às 11:59
O PIB brasileiro cresceu 1,1% em 2019, desempenho mais fraco em três anos

Indústria de peças automotivas: projeção de recessão para o PIB em 2020 tem mediana de 6,5%

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Já é consenso que o impacto do isolamento social em função da pandemia da Covid-19 será forte na economia mundial. No cenário brasileiro, as expectativas para o desenvolvimento econômico ficam cada vez piores. 

De acordo com o Sistema de Expectativas do Banco Central, atualizado nesta segunda-feira (15), as previsões da instituições financeiras participantes da pesquisa para o Boletim Focus variam de contração neste ano de, pelo menos, 3,83%, em um cenário mais otimista, a recessão de 11%, na estimativa mais pessimista. Ou seja, pelo menos uma instituição espera que o resultado siga cada um desses valores.

A mediana entre as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 de todas as instituições, trazida pela edição do Focus desta segunda, é de queda de 6,51%. A maior queda já registrada no PIB foi de 4,35%, em 1990, no  governo do ex-presidente Collor.

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Atualmente, a pior projeção para o PIB deste ano é a do Banco Mundial, atualizada na semana passada em queda de 8%. O Fundo Monetário Internacional espera retração de 5,3%. 

O Ministério da Economia estima que o PIB caia 4,7% este ano. No entanto, a estimativa da pasta levava em conta o fim das medidas de distanciamento social em maio, o que não aconteceu. Vale destacar ainda que, pela maior duração da crise, o programa de auxílio emergencial à população vulnerável será prorrogado. 

Enquanto as projeções para este ano indicam a pior recessão da história da atividade econômica do Brasil, a mediana para o próximo ano está em alta de 3,50%. O melhor cenário para 2021 é um avanço de 5,3% no desenvolvimento da atividade econômica. Já a pior expectativa, é de alta de 1% no PIB do ano que vem. A média para o próximo ano é de alta de 3,50%.

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