Por Covid-19, prévia do PIB despenca 9,7% em abril, maior queda em 17 anos

indicador é visto pelo mercado financeiro uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação ao mesmo mês de 2019, a queda foi de 15,09%

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
18 de junho de 2020 às 09:24 | Atualizado 18 de junho de 2020 às 09:27
Movimento no centro de Belo Horizonte após a reabertura do comércio
Foto: Alex de Jesus - 25.mai.2020/O Tempo/Estadão Conteúdo

A economia brasileira registrou tombo de 9,73% em abril, ante o mês anterior, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador é visto pelo mercado financeiro uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação ao mesmo mês de 2019, a queda foi de 15,09%. 

Divulgados pelo BC nesta quinta-feira (18), os dados avaliam o ritmo da atividade econômica brasileira. No primeiro mês de impacto integral da pandemia da Covid-19 e do isolamento social sobre a atividade econômica, a queda no indicador foi a maior desde 2003. Em março, primeiro mês de impacto parcial da crise, o IBC-Br registrou retração de 6,16%. 

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No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o recuo é de 4,15%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o IBC-Br ficou negativo em 0,52%. A pontuação do índice, que serve de parâmetro para analisar o ritmo da economia brasileira, passou de 131,05, em março, para 118,30, em abril, na série dessazonalizada.

Enquanto a projeção oficial do Ministério da Economia para o PIB de 2020 é de retração de 4,7%, o mercado financeiro espera uma queda de 6,51%. Já o Banco Mundial já projeta tombo de 8% no desempenho da economia em 2020.

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