Guedes: em 2 ou 3 meses anunciaremos programas sociais para estimular retomada


Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
30 de junho de 2020 às 11:15 | Atualizado 30 de junho de 2020 às 12:38

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que, após o pagamento de parcelas adicionais do auxílio-emergencial, o governo federal vai lançar novos programas sociais com o objetivo de estimular a retomada de crescimento econômico. "Estaremos em dois ou três meses, assim que acabar o auxílio-emergencial, anunciando programas sociais importantes: o renda-Brasil, o verde e amarelo", comentou. 

Ele participa, nesta terça, de audiência pública da comissão mista do Congresso que acompanha medidas econômicas relacionadas à pandemia da covid-19, transmitida pela TV Senado. 

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Guedes ainda destacou que, também entre 60 a 90 dias, o Brasil estará destravando as fronteiras de investimentos. "Temos três, quatro, cinco grandes frentes de investimentos para destravarmos juridicamente as fronteiras de investimento. É nesse sentido que, daqui dois ou três meses, vamos surpreender o mundo", afirmou. 

Segundo ele, a aprovação do saneamento foi apenas a primeira medida dentre muitas que virão no setor de infraestrutura, como cabotagem, setor elétrico e marco do gás natural. "Quando tivermos realizado a volta segura ao trabalho, estaremos disparando nossas ondas de investimento, e isso exatamente pelo trabalho de aperfeiçoamento do marco institucional brasileiro pelo Congresso", reforçou. 

Extensão do auxílio 

Conforme antecipou o analista da CNN Igor Gadelha, o ministro confirmou a extensão do auxílio-emergencial. Segundo ele, a prorrogação será anunciada e detalhada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda nesta terça-feira (30). "Vamos fazer uma extensão desse programa emergencial. Isso deve ser anunciado hoje pelo presidente. Como a pandemia continua nos assombrando vamos estender essa cobertura", disse.

Sem detalhar os valores, Guedes comentou em uma extensão de três meses. "Até agora, demos os três meses iniciais e estendemos por mais três meses. Acreditamos que (a curva) vá descer nesses três meses seguintes. Se não descer, lá vamos nós pensar de novo em quanto tempo mais temos que segurar o fôlego", observou. 

PIB e dívida 

Ao longo de sua fala, Guedes admitiu que há um receio da equipe econômica de que a Dívida Pública ultrapasse os 100% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Na visão dele, qualquer previsão para a queda do PIB em 2020 ainda é um "chute". "Inclusive a do FMI (Fundo Monetário Internacional). Eu não diria que o PIB vai cair 9% ou 10%, mas também não digo que vamos sair crescendo rápido. Mas temos a chance de fazer uma recuperação bem mais rápida do que estão prevendo", disse.

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