Prejuízo vai levar mais de um ano para ser recuperado, diz dono de restaurante


Da CNN, em São Paulo
05 de julho de 2020 às 13:39

Bares e restaurantes e salões de beleza da capital paulista poderão abrir as portas a partir desta segunda-feira (6) seguindo as recomendações da prefeitura. No sábado (4), o prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou um protocolo que determina as regras a serem seguidas para evitar aglomerações e novos contágios da Covid-19. 

Leia também:
Bares e restaurantes em São Paulo se adaptam para reabertura na segunda
Empresários do setor de bares e restaurantes divergem sobre reabertura em SP

Empresário do setor, Sylvio Lazzarini conversou com a CNN sobre as estratégias para a reabertura dos restaurantes. Lazzarini explica que deixará máscaras descartáveis à disposição dos clientes e também colocará álcool em gel em todas as mesas do salão. Além disso, não serão permitidas filas de espera. Outra questão a ser seguida será a distância de dois metros entre as mesas, que poderão ser ocupadas por, no máximo, seis pessoas.

O empresário afirma que todos os alimentos servidos chegarão à mesa embalados. “Contramos internamente uma assessoria que presta até serviço para hospitais. Então, além da nossa profissional habitual, medindo a temperatura do cliente na entrada, tem a segurança alimentar. Porque não adianta cuidar do salão, tudo bonitinho, mas e lá dentro? Como é?”

O maior receio para o empresário é ter de abrir e depois ser obrigado a fechar as portas novamente. “O pior custo para nós é abrir e depois ter que fechar. Nós vamos ser rigorosos com isso. A indicação dos nossos sindicatos é ter essa obediência total", afirma. "É seguir o padrão e a norma daquilo que a gente assinou.”

Sylvio Lazzarini acredita que o prejuízo causado pelo impacto da pandemia vai demorar mais de um ano para ser recuperado. No restaurante dele, por exemplo, ele não fez demissões, manteve seus funcionários com seus salários ao longo dos meses de quarentena. “Muitos estabelecimentos, eu digo isso até com tristeza, não vão reabrir.”

Delivery

O empresário acredita que o home office veio para ficar, e por isso, o delivery continuará sendo uma alternativa aos bares e restaurantes, mesmo após a reabertura. "Aqui no Varanda, para você ter uma ideia, o delivery cresceu muito. Nós atendemos. Nós criamos o 'Varanda em sua casa' e tivemos uma surpresa de ter um crescimento grande em relação a isso também." 

Para Sylvio, o movimento irá cair entre 60 e 70% em julho, durante a reabertura, mas gradativamente os estabelecimentos irão retomar o volume de circulação.

(Edição: Leandro Nomura)