Ministro de Minas e Energia defende venda de ativos da Petrobras


Da CNN, em São Paulo
06 de julho de 2020 às 22:37

A venda de ativos da Petrobras aumentou a divergência entre o governo federal e o Legislativo. O governo sinalizou que dará continuidade ao processo de venda de parte de seus ativos de refino de petróleo mesmo com o Congresso apresentando manifestação contra ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota conjunta publicada nesta segunda-feira (6), o Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Economia afirmaram que a operação está alinhada às diretrizes e objetivos da política energética nacional, e não contraria a decisão do STF sobre o processo de desestatização.

Em entrevista à CNN, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o “desinvestimento é um bom negócio não só para a Petrobras, mas também para o Brasil”. Sobre a manifestação do STF, o ministro falou que ele e Paulo Guedes (Economia) veem com preocupação um possível retrocesso.

“A Petrobras está cumprindo seu plano de negócio e gestão, e os investimentos que foram realizados nela, no ano passado, por exemplo, foram da ordem de US$ 16 bilhões, e a empresa investiu US$ 27 bilhões. E isso vai ao encontro não só com a política nacional energética, mas também com aquilo que queremos, que é uma maior participação no mercado”, disse.

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Albuquerque lembrou ainda que o monopólio do petróleo acabou em 1997, mas o que foi visto ao longo desses últimos 20 anos foi a presença de um "agente dominante" -- no caso, a Petrobras -- por muitas vezes fazendo política pública em vez de cumprir as políticas públicas.

Privatizações

Guedes afirmou à CNN no domingo (5) que o governo deverá anunciar planos para quatro grandes privatizações no período de “30, 60 a 90 dias”. 

Questionado sobre quais são os planos de privatização, o ministro de Minas e Energia falou que o mais importante é a capitalização da Eletrobras. 

“Estamos conversando com o Congresso Nacional. É uma das prioridades do governo e está no plano Pró Brasil”, afirmou. Já a Petrobras continuará fazendo desinvestimento. 

(Edição: Bernardo Barbosa)