Solicitações de seguro-desemprego no Brasil caem 32% em junho sobre maio

Já em relação ao primeiro semestre, o volume de pedido teve um aumento de 14,8% quando comparado com o mesmo período de 2019

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
09 de julho de 2020 às 12:07 | Atualizado 09 de julho de 2020 às 13:16
Fachada do Ministério da Economia
Foto: Hoana Gonçalves/Ministério da Economia

Os pedidos de seguro-desemprego por trabalhadores formais somaram 653.160 em junho de 2020. O número representa um recuo de 32% ante o mês de maio. 

De acordo com a secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, a queda verificada em junho pode ser justificada pela eficiência das políticas de sustentação do emprego e da renda, principalmente o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). "O programa vem permitindo sustentar o vínculo de emprego e evitar o uso do seguro-desemprego", informou.

Assim, vale destacar que os acordos coletivos do programa emergencial de manutenção do emprego e da renda já ultrapassa os 12,243 milhões. Desses, mais de 5 milhões foram para suspensão de contrato. O outros, preveem a redução de jornada. 

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Apesar da melhora na comparação mensal, os dados, divulgados pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (9), ainda sinalizam forte impacto da crise econômica, causada pela pandemia da Covid-19, no mercado de trabalho. Quando comparado com junho de 2019, o volume de solicitações subiu 28,4%. No primeiro semestre, as solicitações avançaram 14,8% ante mesmo período do ano passado. 

Em junho, as solicitações se concentraram nos trabalhadores do setor de serviços, responsável por 41,7%. O setor de comércio, da indústria, e de construção representaram, respectivamente, 25,4%, 18,7% e 10,1% dos pedidos. 

Ainda de acordo com a pasta, 53,1% do total de pedidos realizados em 2020 foram pela internet. No mesmo período de 2019, apenas 1,4% dos pedidos foram realizados de forma virtual.

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