Apple: como o abre-e-fecha das lojas da empresa ajudam a rastrear a pandemia

A CNN Business rastreou os fechamentos das Apple Stores nos EUA, oferecendo outra janela para a atual crise de saúde da população – e da economia do país

Rishi Iyengar e Tall Yellin, do CNN Business, em São Francisco e Nova York
11 de julho de 2020 às 07:00
Após reabrir 25 lojas nos EUA em 18 de maio, Apple registrou vandalismo e roubos em suas unidades de Nova York, Filadélfia e Washington, DC
Foto: Jason Lee/Reuters

No mês passado, quando os casos da Covid-19 aumentaram no Texas e no Arizona, a Apple optou por fechar suas lojas nesses estados. Logo depois, os próprios governos decidiram fazer uma pausa ou reverter as reaberturas que já haviam feito.

O fato é que as decisões da empresa mais valiosa dos Estados Unidos no sentido de fechar, reabrir ou fechar de novo seus pontos de venda, conhecidos mundialmente como Apple Stores, viraram uma espécie de barômetro de como os ventos da pandemia sopram e afetam diferentes partes do país – e estão definindo, na prática, o ciclo inicial e final de reabertura em várias regiões.

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A Apple tem uma grande presença nos Estados Unidos, com 271 lojas espalhadas por quase todos os estados. E por dispor de uma pilha de dinheiro incomparável, a empresa pode se dar ao luxo de ser mais reativa, fechando lojas mais cedo e mantendo-as de portas trancadas por mais tempo, se achar necessário.

A empresa fechou todas as suas lojas nos EUA em meados de março, reabriu um pouco mais de 100 delas no final de maio e depois fechou novamente mais de 70 das que havia retomado em junho, incluindo todas as que ficam na Flórida e no Texas.

A CNN Business rastreou os fechamentos das Apple Stores nos EUA, oferecendo outra janela para a atual crise de saúde da população – e da economia do país. O mapa (ou índice) ganhou o nome Genius Bar, em referência ao serviço de assistência oferecido pelas lojas da marca (inclusive no Brasil). A conclusão com o levantamento é a de que, em 8 de julho havia pelo menos 91 lojas da Apple fechadas nos EUA, de um total de 271.

Não é a primeira vez que alguém se baseia em critérios adotados por empresas para rastrear o impacto de desastres naturais.

Em 2004, um funcionário da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA), que avaliava os danos causados por um furacão na Flórida, percebeu que a cadeia de restaurantes Waffle House poderia servir como um indicador da gravidade da situação de uma determinada área.

Esses restaurantes – conhecidos por permanecerem abertos 24 por dia, em todos os dias da semana e durante o ano inteiro – eram sempre os primeiros a reabrir (com um cardápio limitado, se necessário) depois de forçados a fechar por causa de uma forte tempestade.

Assim nasceu o Índice Waffle House. E embora a FEMA use os fechamentos dessa rede principalmente para rastrear danos causados por tempestades, a cadeia de restaurantes também não foi imune ao coronavírus – recentemente, fechou 420 de suas quase 2.000 unidades nos Estados Unidos por causa da pandemia e reduziu a capacidade de atendimento das demais. 

Enquanto isso, a Apple fechou cerca de um terço de suas lojas nos EUA.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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