Mercado financeiro reduz projeção de queda do PIB em 2020 de 6,50% para 6,10%


Anna Russi, do CNN Brasil Business em Brasília
13 de julho de 2020 às 09:07 | Atualizado 13 de julho de 2020 às 09:20
banco central

Sede do Banco Central, em Brasília (16.mai.2017)

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Os economistas do mercado financeiro reduziram, pela segunda vez consecutiva, a projeção para a recessão econômica. Assim, a expectativa para o desempenho da atividade econômica em 2020 passou de queda de 6,50% para 6,10%. 

Os números são do relatório semanal Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central. O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

A previsão de recessão reflete as incertezas do mercado financeiro em meio ao avanço dos impactos da pandemia da Covid-19 na economia brasileira e mundial. A melhora na projeção vem em meio a reabertura do comércio em alguns estados e ao aumento de casos da doença no país, que já registrou mais de 70 mil mortes. 

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Vale destacar que os dados de varejo, divulgados na semana passada, surpreenderam positivamente, sinalizando o início da retomada da atividade econômica, com um avanço de 13,9% nas vendas em maio, após despencar 16,3% em abril. 

Com a revisão, a estimativa do mercado está abaixo da projeção oficial do BC que vê uma queda de 6,4% para o PIB de 2020. O Ministério da Economia, espera que o PIB caia 4,7% este ano. No entanto, a estimativa da pasta levava em conta o fim das medidas de distanciamento social em maio, o que não ocorreu. 

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), esperam tombos de 8% e 9,1%, respectivamente, para o desempenho da atividade econômica do Brasil.

Segundo as projeções, o desempenho do PIB neste ano deve registrar a pior a recessão da atividade econômica doméstica da história brasileira. A maior queda já registrada no PIB foi de 4,35%, em 1990, no governo do ex-presidente Fernando Collor.

Inflação  

Os economistas também revisaram a estimativa para o desempenho do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 1,72%, ante 1,63%. Se confirmado esse resultado, no entanto, a inflação de 2020 ficará abaixo do piso da meta. 

Para este ano, o centro da meta de inflação é de 4%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, podendo oscilar entre 2,5% a 5,5%.

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