Dívida global bate recorde de 331% do PIB no 1º tri, diz IIF

Já a emissão de dívida bruta atingiu um impressionante recorde de US$ 12,5 trilhões no 2º tri, em comparação a uma média trimestral de US$ 5,5 trilhões em 2019

Andreia Shalal, da Reuters
16 de julho de 2020 às 11:58 | Atualizado 16 de julho de 2020 às 12:00
Notas de dólar: A emissão de dívida bruta atingiu o recorde de US$ 12,5 trilhões no 2º tri
Foto: Sharon McCutcheon/Unsplash

A dívida global subiu para um recorde de US$ 258 trilhões no primeiro trimestre de 2020, à medida que as economias de todo o mundo foram fechadas para conter a pandemia de coronavírus, e os níveis de dívida continuam aumentando, disse o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) nesta quinta-feira em relatório.

O IIF, que representa bancos e instituições financeiras globais, disse que a relação dívida/PIB no primeiro trimestre aumentou mais de 10 pontos percentuais, o maior aumento trimestral já registrado, batendo um recorde de 331%.

Embora o aumento nos níveis de dívida esteja bem abaixo de altas trimestrais médias observadas de 2015 a 2019, o ritmo de aumento da dívida global por governos, empresas, instituições financeiras e famílias acelerou desde março, disse o documento.

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A emissão total de dívida bruta atingiu um impressionante recorde de US$ 12,5 trilhões no segundo trimestre, em comparação a uma média trimestral de US$ 5,5 trilhões em 2019, informou o IIF, o qual notou que 60% dessas questões vieram de governos.

"Embora o aumento dos níveis de endividamento suscite preocupações sobre a sustentabilidade da dívida, mais de 92% da dívida do governo é grau de investimento", afirmou o relatório.

A dívida em mercados maduros superou 392% do PIB, ante 380% em 2019, com aumento na proporção de dívida fora do setor financeiro mais pronunciado no Canadá, na França, na Noruega e nos Estados Unidos. A dívida dos EUA representava metade do total de US$ 185 trilhões de mercados maduros.

As proporções de dívida em relação ao PIB nos mercados emergentes saltaram de 220% para 230% no primeiro trimestre, mas o valor da dívida em dólar caiu US$ 700 milhões, para US$ 72,5 trilhões, devido principalmente à depreciação das moedas de mercados emergentes em relação ao dólar norte-americano, disse o IIF.

O instituto informou ainda que a dívida da China em todos os setores estava a caminho de atingir 335% do PIB, depois de aumentar para 318% no primeiro trimestre, ante 302%, o maior aumento trimestral já registrado. Cerca de 60% do aumento da dívida veio de empresas não financeiras, afirmou o documento.

O IIF disse que cerca de US$ 3,7 trilhões, em dívidas de mercados emergentes vencem até o final de 2020, com US$ 4 trilhões devendo expirar em 2021.

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