Ibovespa acompanha os EUA e cai 1,9%; dólar sobe e vai a R$ 5,21

Bolsa brasileira foi pautada por números negativos sobre desemprego nos Estados Unidos

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*
23 de julho de 2020 às 09:21 | Atualizado 23 de julho de 2020 às 17:28

Foto: Markus Winkler/Unplash

O Ibovespa teve forte queda nesta quinta-feira (23), acompanhando o movimento das bolsas dos Estados Unidos. A bolsa brasileira teve queda de 1,91%, aos 102.293,31 pontos

Além de resquícios de mau humor por causa da tensão entre Estados Unidos e China, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA acima do esperado pelo mercado desanimou os investidores. 

O dólar teve forte valorização ante o real. A moeda norte-americana agora vale R$ 5,21, uma alta de 1,96%. O dia foi de aversão a risco no mercado externo, com investidores preocupados com a recuperação econômica dos Estadso Unidos.

A preocupação do mercado está no número de desempregados nos Estados Unidos. O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego aumentou na semana passada pela primeira vez em quase quatro meses, sugerindo que a recuperação do mercado de trabalho está estagnando em meio ao aumento dos casos de Covid-19 e demanda fraca.

Leia também:
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA voltam a crescer depois de 4 meses

Após rompimento nas negociações pela unidade de telefonia móvel da Oi, Tim (8,4%) e Vivo (3,7%) puxaram o Ibov para baixo nesta quinta.

Os preços do petróleo recuaram 2% nesta quinta-feira, em meio a temores de que o Congresso dos Estados Unidos não chegue a um acordo para um pacote de estímulos e ao aumento no número de desempregados no país, enquanto analistas também se preparam para reduzir as projeções de demanda por energia diante da nova disparada na contagem de casos de coronavírus.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$ 0,98, ou 2,2%, a  US$ 43,31 por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) recuou US$ 0,83, ou 2,0%, para US$ 41,07 o barril.

O declínio nas cotações ocorreu mesmo com o benefício de uma queda no valor do dólar, que se aproximou de uma mínima de 22 meses.

Lá fora

Além da preocupação com a recuperação dos Estados Unidos, os índices por lá recuaram também em razão dos investidores deixarem ações de tecnologia, líderes de mercado, com balanços corporativos mistos e crescentes sinais de piora da pandemia de Covid-19. 

O Nasdaq foi o índice com pior desempenho hoje. A queda foi de 2,65%. O Dow Jones caiu 1,31% e o S&P 500 perdeu 1,23%. 

O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego aumentou na semana passada pela primeira vez em quase quatro meses em meio ao ressurgimento de casos de coronavírus, mostraram os dados do Departamento do Trabalho dos EUA.

As ações europeias terminaram perto da estabilidade nesta quinta-feira, após um salto nas reivindicações semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e a queda da confiança dos consumidores na zona do euro reduzirem as esperanças de uma recuperação econômica, apagando os ganhos anteriores obtidos após fortes balanços regionais.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,05%, a 1.455 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,06%, a 374 pontos.

Os índices acionários da China recuaram nesta quinta-feira, interrompendo quatro dias de ganhos, depois que a abrupta ordem dos Estados Unidos para que o consulado chinês em Houston seja fechado provocou tensões geopolíticas e ofereceu saídas a investidores que lucraram com o recente rali do mercado.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,04%, enquanto o índice de Xangai teve perda de 0,24%. Durante a sessão, ambos os índices entraram e saíram de território positivo.

*Com informações da Reuters

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook