Cielo tem prejuízo de R$ 75 milhões no 2° tri com varejo afetado pela crise


Reuters
28 de julho de 2020 às 20:06
Maquininha Cielo

Maquininha da Cielo, maior empresa de pagamentos eletrônicos do Brasil: companhia teve prejuízo de R$ 75 milhões entre abril e junho

Foto: Cielo

A Cielo anunciou nesta terça-feira que teve prejuízo de R$ 75,2 milhões no segundo trimestre, sob os efeitos econômicos da Covid-19, após ter tido lucro líquido de R$ 428,5 milhões de um ano antes. No primeiro trimestre, a empresa teve lucro de R$ 166,8 milhões. É a primeira vez que a Cielo entrega um prejuízo trimestral em sua história.

A maior empresa de pagamentos eletrônicos do país informou no relatório de resultados que vai readequar a sua estrutura de custos e de capital "diante de potencial queda significativa da geração de resultados".

Com as medidas de isolamento social adotadas para conter a propagação da doença no País, o varejo viu seu faturamento despencar, o que acertou em cheio o volume de transações financeiras capturadas pela Cielo.

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A geração de caixa medida pelo Ebitda da Cielo somou R$ 236 milhões no segundo trimestre, declínio de 69,7% sobre o resultado de igual período de 2019. Em relação aos primeiros três meses de 2020, foi verificada redução de 58,9%.

A receita operacional líquida, por sua vez, registrou R$ 2,45 bilhões entre abril e junho, queda de 12,5% ante igual período do ano passado. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, foi observada retração de 13,5%.

A Cielo capturou R$ 128 bilhões em suas maquininhas no segundo trimestre, valor 22,2% menor que o registrado em igual trimestre de 2019. Em relação aos três meses anteriores, foi vista retração de 19,9%. A companhia registrou 1,237 bilhão de transações entre abril e junho, decréscimo de 25% na comparação com o trimestre anterior e de 29% ante igual trimestre do ano passado.

O volume financeiro com cartões de crédito somou R$ 70,8 bilhões no segundo trimestre, 20,1% menor em um ano. A modalidade débito por sua vez, alcançou R$ 57,2 bilhões, aumento de 8,5%, na mesma base de comparação.

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