Amazon, Apple, Facebook e Google 'ignoram' pandemia e lucram mais


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
30 de julho de 2020 às 20:21 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 11:32

No mesmo dia em que o governo americano divulgou que o país teve no segundo trimestre a sua maior retração desde a Grande Depressão por causa da pandemia do novo coronavirus, as big techs revelaram que seus modelos de negócios parecem ser imunes a crises.

Amazon, Apple, Facebook e Google (por meio da sua holding Alphabet) divulgaram seus resultados trimestrais neste fim de tarde de quinta-feira (30), depois do fechamento dos mercado, e apresentaram em comum fortes números de crescimento. O lucro combinado saltou 14%, para US$ 28,7 bilhões.

Outra coincidência irônica foi que os resultados robustos foram divulgados no dia seguinte ao depoimento de seus CEOs ao Congresso americano, que investiga supostas práticas anticompetitivas decorrentes de suas respectivas posições dominantes nos mercados em que atuam.

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Enquanto o PIB americano sofreu um encolhimento recorde de 32,9% na taxa anualizada, as big techs esbanjaram saúde financeira.

Na Amazon, as vendas totais de produtos e serviços cresceram 40% no segundo trimestre na comparação anual, de US$ 63,4 bilhões para US$ 88,9 bilhões; o lucro líquido dobrou, passando de US$ 2,6 bilhões para US$ 5,2 bilhões.

Os lucros do Facebook também praticamente dobraram: +98%. Saltaram de US$ 2,62 bilhões para US$ 5,18 bilhões. As receitas avançaram 11%, para US$ 18,7 bilhões, sem impacto aparente dos boicotes anunciados no fim de junho por anunciantes como Adidas, Unilever e Volkswagen. São marcas globais que aderiram à campanha para que a rede social bloqueie discursos de ódio de usuários.

Na Apple as receitas subiram 11%, para US$ 59,7 bilhões no trimestre encerrado no fim de junho na comparação com igual período de 2019. Os lucros subiram 12%, para US$ 11,3 bilhões. Haviam sido de US$ 10 bilhões um ano antes.

Quem destoou do forte crescimento foi o Google, por meio de sua holding Alphabet. As receitas ficaram praticamente estáveis, passando de US$ 38,9 bilhões no segundo trimestre de 2019 para US$ 38,3 bilhões no mesmo período em 2020. Os lucros caíram 30%, para US$ 6,96 bilhões. Esse ganho havia ficado em US$ 9,95 bilhões no mesmo intervalo um ano atrás.

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