Gol sofre com demanda 92% menor e tem prejuízo de R$ 1,9 bilhão no 2º trimestre


Reuters
31 de julho de 2020 às 10:43 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 17:37

A Gol teve um prejuízo não ajustado de R$ 1,997 bilhão no segundo trimestre, quando companhias aéreas em todo o mundo foram fortemente afetadas pela pandemia de coronavírus, segundo dados reportado pela empresa nesta sexta-feira.

Um ano antes, a Gol teve prejuízo de R$ 120,8 milhões. A perda ajustada no segundo trimestre de 2020 foi de R$ 771,8 milhões.

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A pandemia atingiu em cheio as viagens aéreas e houve queda de 92% no número de Passageiro-Quilômetro Transportado Pago (RPK). O RPK é o índice que mede a demanda do setor aéreo. 

"O segundo trimestre de 2020 reflete os impactos diretos da pandemia no volume de operações. A Gol encerrou o mês de junho com uma frota total de 130 Boings 737 e com 27 aeronaves operando em sua malha", informou a empresa no balanço.

As próprias previsões da Gol mostram que, em breve, a companhia poderá enfrentar uma crise de liquidez. A companhia aérea está programada para reembolsar a Delta Air Lines em setembro por um empréstimo avaliado em US$ 300 milhões. Se pagar o empréstimo, poderá queimar mais caixa do que o valor que tem disponível no momento.

A companhia aérea afirmou que queimou R$ 3 milhões em caixa por dia no segundo trimestre e que a conta vai subir para R$ 12 milhões nos próximos três meses se pagar a Delta. Se a Gol não honrar o compromisso com a Delta, os desembolsos diários de caixa ainda assim vão dobrar para R$ 6 milhões.

Executivos disseram que o governo federal pode fornecer à Gol alguma liquidez extra em breve, embora essa ajuda já tenha sido adiada várias vezes desde que a pandemia chegou ao Brasil em março.

“Para contrabalançar o forte declínio na receita, tomamos diversas medidas para diminuir custos e preservar a liquidez, a fim de atravessarmos essa crise. Reduzimos nosso consumo de caixa médio diário para R$ 3 milhões no segundo trimeste dete ano, assim como adotamos todas as medidas necessárias para oferecer uma experiência de voo segura e confortável. A demanda dos clientes está retornando e, como consequência, estamos gradualmente aumentando nossa capacidade”, disse Paulo Kakinoff, Diretor-Presidente da Gol. 

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