Latam vai demitir pelo menos 2,7 mil tripulantes


Raquel Landim
Por Raquel Landim, CNN  
31 de julho de 2020 às 19:49 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 23:27

A Latam informou que vai demitir pelo menos 2,7 mil tripulantes a partir do dia 4 agosto, após o fracasso de uma negociação com o sindicato dos aeronautas. O setor aéreo foi um dos mais atingidos pela crise do novo coronavírus e chegou a reduzir em 90% os seus vôos.

A empresa havia proposto aos aeronautas que manteria os empregos apenas se eles aceitassem um corte permanente de salários, que poderia chegar a 50%. A categoria vinha trabalhando com uma redução de cerca de 75% de remuneração, mas por apenas três meses.

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (31), comandantes e comissários de bordo rejeitaram a proposta. Logo após a decisão, a Latam informou as demissões ao mercado por meio de uma nota oficial. 
“De hoje até o dia 4 de agosto, a empresa abrirá um processo de pedido de demissão voluntária (PDV) e, após essa data, serão iniciados os desligamentos de, no mínimo, 2,7 mil tripulantes”, diz o comunicado.

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“Não faz sentido redução de salário. Eles acabariam demitindo de qualquer forma, porque já informaram que sairão da crise menor do que entraram”, disse Ondino Dutra, presidente do Sindicato dos Aeronautas.

Por causa da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, a Latam entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. Depois de um período aguardando um empréstimo do BNDES, a empresa optou por incluir a filial brasileira no processso.

Os aeronautas já fecharam acordos de preservação de empregos com as concorrentes Azul e Gol. As empresas se comprometeram a não demitir até 31 de dezembro de 2021. Em contrapartida, os tripulantes aceitaram expressiva redução de salário.

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