Omega fecha acordo de R$ 1,5 bilhão para comprar fatias da Eletrobras em eólicas

Com o acordo, a Omega Geração vai adquirir a totalidade da participação da Eletrobras em parques eólicos no Rio Grande do Sul

Reuters
31 de julho de 2020 às 08:30

Logo da estatal Eletrobras: empresa vai vender participações em eólicas do Rio Grande do Sul por R$ 1,5 bilhão 

Foto: Reuters/Brendan McDermid

O Conselho de Administração da Eletrobras aprovou nesta quinta-feira as ofertas vinculantes feitas pela Omega Geração de cerca de R$ 1,5 bilhão para aquisição da totalidade da participação da elétrica em parques eólicos no Rio Grande do Sul, de acordo com fatos relevantes das duas empresas.

Segundo comunicado da Omega, a proposta por 78% de fatia da estatal no Complexo Santa Vitória do Palmar, com 402 MW, foi de cerca de R$ 1 bilhão, considerando assunção de dívida de R$ 577 milhões e pagamento em caixa de R$ 434,5 milhões.

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A Omega afirmou ainda que a proposta por 99,99% da participação da Eletrobras nas SPEs Hermenegildo I, Hermenegildo II, Hermenegildo III e Chuí IX envolveu R$ 512,7 milhões, com R$ 378,7 milhões em assunção de dívida. Esses parques possuem 180,8 MW.

"Esse investimento é um extraordinário passo rumo à consolidação da Omega como plataforma de referência 100% renovável no país. Chuí é mais do que a maior aquisição individual já feita pela Omega", afirmou O CEO da Omega Geração, Antonio Bastos.

A Omega disse ainda que, a fim de suportar a continuidade da agenda de crescimento e criação de valor, o conselho de administração autorizou a emissão primária de ações de aproximadamente R$ 500 milhões que, somados ao caixa de R$ 885,5 milhões (em 30 de março de 2020), "reforçará nossa estrutura de capital e garantirá os recursos para consecução dessas e novas aquisições que temos perseguido".

Os novos empreendimentos se encontram no ambiente livre de contratação e somam 302 aerogeradores, sendo 201 da Siemens Gamesa e 101 da GE, acrescentou a elétrica.

As propostas, após a aprovação do Conselho de Administração, ainda dependem de deliberação da Assembleia Geral de Acionistas da Eletrobras, a ser realizada em 2 de setembro.

"Essas operações estão inseridas no contexto de alienação das participações societárias remanescentes do Leilão nº01/2018, ocorrido em 27 de setembro de 2018", acrescentou a Eletrobras.

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