Recessão na Europa: PIB da zona do euro tem queda recorde de 12% no 2º trimestre

PIB da Espanha despencou 18,5% e França teve desaceleração de quase 14%. É o segundo semestre seguido de queda do PIB da zona do euro

Estadão Conteúdo
31 de julho de 2020 às 11:28 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 16:51

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro encolheu 12,1% no segundo trimestre de 2020 ante os três meses anteriores, sofrendo a maior contração numa série histórica iniciada em 1995 em meio ao impacto da pandemia da covid-19, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (31) pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB do bloco registrou um tombo de 15% entre abril e junho. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam quedas menores, de 11,3% na comparação trimestral e de 14% no confronto anual.

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A Eurostat também revisou a retração do PIB da zona do euro no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2019, de 3,8% para 3,6%.

Os resultados colocam o bloco econômico em recessão, quando a atividade econômica tem dois recuos consecutivos. 

França

A atividade econômica francesa sofreu contração de 13,8% no segundo trimestre de 2020 ante os três meses anteriores, também a maior da história, a exemplo do indicador da zona do euro. O dado foi divulgado hoje pelo Insee, como é conhecido o instituto de estatísticas do país.

O resultado, porém, veio melhor do que a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de queda de 15,4% no período. Em relação ao mesmo intervalo de 2019, o PIB da França sofreu um tombo de 19% entre abril e junho, informou o Insee.

Itália

Um pouco mais ao sul, na Itália, a queda do PIB foi de 12,4% no segundo trimestre, segundo dados do Istat, o "IBGE italiano". 

A exemplo da França, o resultado também ficou acima da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda de 13% no período. Já na comparação anual, o PIB italiano encolheu 17,3% entre abril e junho. Neste caso, a previsão era de retração menor, de 15,7%.

O Istat também revisou os dados do primeiro trimestre, quando a economia italiana entrou em recessão. Entre janeiro e março, o PIB do país diminuiu 5,4% ante os últimos três meses de 2019.

Espanha 

O maior tombo veio da Espanha, onde o PIB despencou 18,5% nos últimos três meses. É a maior queda trimestral da história. 

Os analistas consultados pelo The Wall Street Journal eram mais otimistas e previam recúo de 15%. Na comparação anual, o PIB espanhol registrou queda de 22,1% entre abril e junho, informou o INE.

Alemanha

O desempenho da atividade econômica da Alemanha foi divulgado ontem e desanimou investidores. A queda foi de 10,1%, informou o Destatis. O tombo superou com folgas a queda até então recorde de 4,7% no primeiro trimestre de 2009. 

Economistas ouvidos por uma pesquisa da Reuters previam contração de 9%. 

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