Congresso fez pouca propaganda do auxílio emergencial, diz Maia

Proposta inicial do governo para o auxílio era de R$ 200, mas os parlamentares acabaram aprovando o valor de R$ 600 com a anuência do próprio Planalto

Noeli Menezes, da CNN, em Brasília
17 de agosto de 2020 às 14:49 | Atualizado 17 de agosto de 2020 às 14:58
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante coletiva de imprensa
Foto: CNN (13.ago.2020)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (17) que o presidente Jair Bolsonaro está colhendo sozinho os louros do auxílio emergencial para trabalhadores informais porque o “Congresso fez pouca propaganda”.  

A proposta inicial do governo para o auxílio era de R$ 200, mas os parlamentares acabaram aprovando o valor de R$ 600 com a anuência do próprio Planalto. 

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“Acho que o Congresso fez pouca propaganda, digamos assim, dessa conquista do auxílio emergencial no valor de R$ 600. Mas o governo executou. Não estamos aqui preocupados com paternidade, pois o ganho politicamente importante é que não deixamos de atender milhões de brasileiros talvez na pior crise econômica dos últimos 100 anos no nosso país”, disse em entrevista à TV Tropical RN/Record TV. 

O deputado declarou ainda que o Congresso aguarda proposta do governo para substituir o auxílio, que deve ser debatido “olhando o próximo ano”, quando o Orçamento de Guerra e o estado de calamidade não estarão mais em vigor.

Ele admitiu que o governo não “pode prorrogar o mesmo auxílio porque, de fato, ele tem um custo maior”. Mas considerou que “a economia vai começar a retomar, a gente vai retomar empregos e, naturalmente, uma parte da sociedade vai não vai mais precisar do auxílio”. 

Para a outra parte que ainda precisará, continuou Maia, “nós precisamos entender que parte da sociedade é essa, quantos, quem são esses brasileiros e qual é o valor que o governo federal tem condição de manter”. 

O democrata voltou a cobrar do governo o envio de uma proposta de reforma administrativa, reafirmando a conexão das mudanças na estrutura do funcionalismo com a reforma tributária. 

“A tributação só é boa para a sociedade quando o estado brasileiro, os municípios e os estados se unem para aplicá-la em serviços públicos com qualidade.”

Segundo Maia, até os partidos do Centrão estão trabalhando para que o presidente “entenda que não estão querendo a reforma administrativa para desgastar o governo, muito pelo contrário". "Entendemos que essa parte fortalece o governo independentemente de quem esteja presidindo.”