Governo anuncia reformulação do Pró-Brasil na terça-feira 

Paulo Guedes vai dividir com outros ministros a autoria do plano, que inclui os projetos Renda Brasil e Carteira Verde Amarela

Raquel Landim
Por Raquel Landim, CNN  
21 de agosto de 2020 às 16:50 | Atualizado 21 de agosto de 2020 às 16:57
O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala à imprensa em Brasília, ao lado de Rogério Marinho
Foto: CNN (19.ago.2020)

O governo federal deve anunciar uma reformulação do Plano Pró-Brasil na próxima terça-feira (25). O plano segue com os eixos chamados de Ordem e Progresso e agora inclui projetos como o Renda Brasil e o Carteira Verde Amarela.

Esses projetos vêm do ministro Paulo Guedes (Economia), que agora divide a autoria do plano, que começou por iniciativa de Braga Netto (Casa Civil), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

As obras públicas continuam a fazer parte do pacote, mas não estão na linha de frente nem terão suplementação orçamentária que fure o teto de gastos. Os recursos, estimados em R$ 5 bilhões, virão de remanejamento de verbas.

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Está sendo preparada uma lista com obras na fase “verde”, já perto de serem finalizadas, e na fase “amarela”, que poderiam ser aceleradas. O objetivo é elencar projetos que podem ser finalizados até 2022, antes das eleições presidenciais.

Os programas Renda Brasil e Carteira Verde Amarela fazem parte do receituário de Guedes para tentar tirar o país da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Junto com o Minha Casa Verde Amarela, defendido por Marinho para continuar construindo casas populares, fazem parte da ala “social” do Pró-Brasil.

Segundo fontes envolvidas nas discussões, a principal diferença entre o plano de desenvolvimento do governo Bolsonaro e das administrações anteriores é a ênfase no eixo “ordem”.

O eixo ordem é basicamente desburocratização, privatizações, concessões e reformas, que pretendem atrair R$ 1 trilhão em investimentos privados ao país nos próximos 10 anos.

As fontes enfatizam que o governo busca um esforço de “União pelo Brasil” no pós-pandemia, que passaria por um esforço conjunto de Executivo, Legislativo, Judiciário, TCU e PGR.

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