Terminais de celulose em Santos vão a leilão nesta sexta-feira (28)

Previsão é que terminais receberão investimentos de R$ 420 milhões e gerarão 7.600 empregos; trata-se da primeira concessão no programa Pró-Brasil

Da CNN
27 de agosto de 2020 às 12:15
Terminais de celulose em Santos vão a leilão nesta sexta-feira (28)
Foto: Divulgação/ Ministério da Infraestrutura

O governo federal realiza nesta sexta-feira (28) o leilão de dois terminais de celulose no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. As concessões dos terminais STS14 e STS14A são as primeiras incluídas no programa Pró-Brasil, que deve ser lançado em breve. 

A previsão é que, juntos, os terminais receberão investimentos de R$ 420 milhões, incluindo acessos rodoferroviários. Também devem render R$ 110,9 milhões para a Santos Port Authority (SPA), autoridade portuária que administra o porto, ao longo dos 25 anos do contrato de concessão. 

Os leilões terão como critério o maior valor de outorga, com lance mínimo de R$ 1. O Ministério da Infraestrutura estima que os dois terminais vão gerar mais de 7.600 empregos, entre diretos e indiretos.

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“Esse leilão é muito importante para nós, porque marca a retomada do nosso programa de concessões. Vai ser uma oportunidade de ver players mostrando o seu interesse em fazer investimentos no Brasil”, afirmou, em nota, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

“Estamos otimistas, tenho certeza de que as duas áreas serão arrematadas. E a finalidade da política pública, nesse caso, é fornecer berço e acessos portuários para quem precisa, para quem detém essas cadeias”, completou.

Os terminais

O terminal STS14 tem área de 44,5 mil metros quadrados. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, o vencedor do leilão deverá realizar investimentos, como a construção de novo armazém e a aquisição de pontes rolantes para o descarregamento ferroviário de uma composição de 67 vagões, com 88 toneladas cada, em no máximo 8 horas e meia.

O STS14A tem área de 45,1 mil metros quadrados. O arrendatário precisará, além de construir um novo armazém e realizar investimentos que permitam o mesmo descarregamento ferroviário do outro terminal, custear equipamentos que possibilitem remessa de embarque, do armazém para o cais, de no mínimo 25 mil toneladas por dia.