'Cartão vermelho' de Bolsonaro foi para secretário especial de Guedes


Da CNN
15 de setembro de 2020 às 13:52 | Atualizado 15 de setembro de 2020 às 13:56

O "cartão vermelho" citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao descartar a criação do Renda Brasil não foi para o ministro da Economia, Paulo Guedes, mas para Waldery Rodrigues Júnior, secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia. A informação é da colunista de política Renata Agostini, da CNN, que ouviu integrantes da equipe econômica.

“Acordei hoje surpreendido por manchetes em todos os jornais… Eu já disse há poucas semanas que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar aos paupérrimos. Quem porventura vier propor para mim uma medida como essa, só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa”, afirmou o presidente.

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De acordo com a apuração da CNN, Waldery seria o alvo da declaração de Bolsonaro, já que foi ele quem mencionou à imprensa o congelamento no pagamento de aposentadorias por dois anos para o financiamento do novo programa.

Em transmissão ao vivo, Guedes defendeu que "o cartão vermelho não foi para mim, esclarecendo para todos".

"Por exemplo, se desindexarmos todos os gastos, há uma parte que pega os mais vulneráveis como idosos com BPC; aí você fala que o governo está tirando dinheiro dos mais frágeis para fazer o Renda Brasil. Não é isso que estava no pacto federativo, era uma desindexação de todos os gastos", disse o ministro.

De acordo com a colunista Basília Rodrigues, da CNN, no lugar do Renda Brasil, o governo defende desonerar todos os setores da economia para baratear a geração de empregos. Mas essa decisão depende do Congresso.

(Edição: Leonardo Lellis)