TikTok diz que se comprometeu se submeter à supervisão dos Estados Unidos

Aplicativo chinês disse que está decepcionado com a decisão do governo americano de bani-lo das lojas no domingo

Shubham Kalia, da Reuters
19 de setembro de 2020 às 15:45 | Atualizado 19 de setembro de 2020 às 21:18

O popular aplicativo de compartilhamento de vídeo TikTok disse neste sábado (19) que já se comprometeu com a supervisão do governo dos Estados Unidos sobre dados e que está decepcionado com a decisão do Departamento de Comércio americano de bani-lo das lojas de aplicativos no domingo (20). A medida vale também para o WeChat.

Na sexta-feira, a ByteDance (dona do TikTok, que tem mais de 100 milhões de usuários nos EUA) pediu a um juiz dos Estados Unidos que impeça o governo de Donald Trump de forçar a proibição da rede social chinesa no país. Segundo a companhia, a medida foi introduzida por razões políticas.

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O app também afirmou que a medida viola os direitos da companhia previstos na Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O TikTok disse ainda que a proibição causaria “danos irreversíveis” ao negócio da empresa no país.

Trump, que está em uma espécie de “Guerra Fria” com Pequim, emitiu uma ordem executiva no dia 6 de agosto proibindo transações nos EUA com as donas dos apps WeChat e TikTok.

ByteDance e TikTok estão em busca de um julgamento “declaratório” e uma liminar "invalidando e proibindo preliminar e permanentemente as proibições e a ordem de 6 de agosto".