Pix: novo sistema de pagamentos tem mais de 21 milhões de cadastros

As chaves entram em funcionamento no dia 16 de novembro, mas não há prazo para acabar o cadastramento, de acordo com o Banco Central

Natália Flach, do CNN Brasil Business
09 de outubro de 2020 às 08:50 | Atualizado 09 de outubro de 2020 às 16:38

Em menos de uma semana, o novo sistema de pagamentos do Banco Central, o Pix, já tem 21,09 milhões de chaves cadastradas, de acordo com o Banco Central. A chave é apenas um facilitador do Pix e pode ser cadastrada quando o usuário quiser, não há prazo.

As operações com as chaves entram em funcionamento no dia 16 de novembro, e tem levado a uma corrida de bancos e fintechs — e, claro, fraudadores — pelos dados dos clientes. A lógica por trás é que, se as instituições financeiras forem escolhidas como "chave", provavelmente o cliente vai querer fazer outras operações com elas, como pegar uma linha de financiamento. 

O Pix, em si, não deve ser uma fonte de renda para bancos, como o DOC e a TED, que custam, em média, R$ 10,08, de acordo com o Banco Central. Cada instituição terá liberdade para definir os preços das transações, mas as tarifas devem ser muito menores.

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Isso porque o custo do Pix é praticamente zero. O Banco Central cobrará R$ 0,01 por uma pacote de dez pagamentos feitos através do Pix.

Além do custo menor, a conveniência é outro benefício importante do novo sistema. Em vez de usar dinheiro para pagar uma compra, por exemplo, os consumidores podem escanear o QR Code do varejista e realizar o pagamento via Pix em alguns segundos. 

As transferências instantâneas também se darão entre instituições financeiras diferentes. Outro fator importante sobre o Pix é que o sistema funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana – inclusive em feriados. Hoje, as transferências entre bancos acontecem apenas em dias úteis, das 10h às 17h.

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