Guedes diz ao FMI que procura 'forma sustentável' para criar programa social


Kevin Lima e Gabriel Hirabahasi, da CNN, em Brasília
13 de outubro de 2020 às 23:09
O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes

Foto: Divulgação/Marcos Corrêa/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, em documento enviado ao Comitê Monetário e Financeiro do Fundo Monetário Internacional (IMFC), que o governo brasileiro ainda procura uma “forma sustentável e responsável” de ampliar o programa de transferência de renda em uma base “mais permanente”. 

Guedes destacou as medidas adotadas pelo governo brasileiro no enfrentamento à crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19.

“Em linha com a recomendação do FMI, sob a incerteza generalizada, corremos o risco de errar no lado positivo, para não deixar ninguém desprotegido em uma situação sem precedentes”, afirmou.

Entre as medidas de apoio na economia estão o auxílio emergencial e o programa que permitiu a redução da jornada de trabalho como forma de manutenção de empregos durante a pandemia.

“Estamos tentando aprender com a experiência [do auxílio emergencial]”, disse em declaração enviada ao IMFC nesta terça-feira (13).

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O chefe da Economia ainda pontuou que, para a continuidade do Auxílio Emergencial, serão necessários “ajustes” e que o programa de transferência direta de renda evitou um “desastroso” aumento nos índices de pobreza no Brasil. O documento entregue por Guedes deve ser apresentado e repercutido na reunião anual do IMFC, que será virtual nesta quinta-feira (15).

O novo programa, chamado de Renda Cidadã, substituirá o Bolsa Família, criado nas gestões petistas. A proposta, porém, só deve ser apresentado após as eleições municipais, segundo o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC que incluirá a criação do programa. A discussão sobre o Renda passa pela definição de uma nova fonte de financiamento da medida. 

No documento, Guedes ainda defendeu que a “agenda de reformas seguirá a todo vapor, conforme a economia se recupera”. Segundo o ministro, o país precisa de um “forte compromisso com a disciplina e transparência fiscais” para sair para a crise provocada pelo novo coronavírus no Brasil. A retomada econômica, de acordo com Paulo Guedes, será “robusta” em 2021.