Ibovespa fecha em alta com varejistas em destaque; dólar sobe a R$ 5,58

O dólar negociado no mercado interbancário fechou a última sessão, na sexta-feira (9), em queda de 1,12%, a R$ 5,5268

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*
13 de outubro de 2020 às 09:21 | Atualizado 13 de outubro de 2020 às 17:32
Loja do Magazine Luiza: ações da varejista subiram antes de mais um desdobramento
Foto: Divulgação/ Magazine Luiza

Apesar do mau humor lá fora, a bolsa brasileira avançou. Puxado pelas varejistas B2W (BTOW3) e Magazine Luiza (MGLU3), o índice subiu 1,05%, para 98.502,82 pontos. 

As ações do Magalu ganharam fôlego antes do desdobramento, que vai deixar os papéis mais acessíveis., e subiram 5,96%. A ação da varejista é a sétima maior em participação na atual composição da carteira teórica do Ibovespa. 

Já o dólar fechou em alta contra o real nesta terça-feira com investidores daqui retornando de um feriado e repercutindo a força global da divisa norte-americana, em meio a receios sobre os rumos da pandemia no mundo e seus impactos sobre a economia global.

O dólar à vista subiu 0,98%, a R$ 5,5811 na venda. A cotação oscilou entre alta de 1,81% (a R$ 5,627) e variação negativa de 0,07% (para R$ 5,5229).

A preocupação com os rumos da pandemia cresce depois que a Johnson & Johnson precisou parar os testes da vacina que desenvolve contra a Covid-19. A emrpesa tomou a medida porque um paciente desenvolveu uma doença inexplicada. 

Internamente, os investidores continuam de olho na saúde fiscal doméstica. Maia e Guedes até fizeram as pazes, mas ainda é preciso determinar como o governo encontrará espaço no Orçamento para incluir o Renda Cidadã.

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No Ibovespa, os piores desempenhos foram da Embraer (EMBR3), com queda de 2,99%, YDUQS (YDUQ3), que teve baixa de 2,63% e MRV (MRVE3), com desvalorização de 2,19%. 

Outro destaque no Ibovespa, as ações do Grupo Mateus (GMAT3), estreante do pregão, abriu em alta de 1,3%, a R$ 9,09. Depois, os papéis passaram a cair e fecharam o dia em baixa de 0,33%, a R$ 8,94%.

Bolsas internacionais

A informação de que a Johnson & Johnson vai interromper seus testes clínicos com a Covid-19 teve impacto negativo nas bolsas globais.

O S&P 500 caiu 0,63%, o Dow Jones teve queda de 0,55% e o Nasdaq teve desvalorização tímida, de 0,04%. 

A notícia sobre a Johnson & Johnson também afetou o humor na Europa e o índice FTSEurofirst 300 caiu 0,48%, a 1.436 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,55%, a 371 pontos.

Já as ações da China reverteram perdas iniciais para fechar mais firmes na sessão, com investidores animados com o forte desempenho do comércio doméstico, que sinalizou que os exportadores chineses estão se recuperando rapidamente do impacto da pandemia nas encomendas internacionais.

As vendas de automóveis na China saltaram 12,8% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado, mostraram dados oficiais divulgados nesta terça-feira, marcando o sexto mês consecutivo de ganhos, com o maior mercado de veículos do mundo saindo de mínimas atingidas durante o lockdown causado pelo coronavírus.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,33%, enquanto o índice de Xangai teve variação positiva de 0,04%.

*Com informações da Reuters

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