Terça tech: anúncio da Apple e 'Black Friday' da Amazon animam o mercado


Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
13 de outubro de 2020 às 07:16 | Atualizado 13 de outubro de 2020 às 13:46
Abertura de Mercado

Capa do podcast Abertura de Mercado

Foto: CNN Brasil

A Apple anuncia novidade e o setor de tecnologia dá como certo que vai ser o lançamento do tão esperado iPhone 12. Já a Amazon estreia no Brasil o Prime Day, e promete mais de 15 mil itens com desconto no país. O otimismo dos investidores com o dia, aliás, sustentou a alta das bolsas em Nova York ontem.

No episódio de hoje:

- Duas das maiores gigantes da tecnologia têm hoje aquele que pode ser considerado o dia mais importante do ano;
- A Apple anuncia a partir das 14h uma novidade e o setor de tecnologia e Telecom dá como certo que vai ser o lançamento do tão esperado iPhone 12;
- Normalmente, a empresa lança novos modelos do telefone em setembro, mas esse ano o calendário teve de ser atrasado por causa da pandemia da Covid-19;
- Há expectativa de que o novo modelo será o primeiro compatível com as redes 5G, aquelas que são ultra rápidas na transmissão de dados;
- Também há expectativa de vários tamanhos, desde um iPhone 12 Mini até o maior modelos que poderia ser o maior iPhone produzido até hoje com quase 7 polegadas de tela;
- Outra grande expectativa é pelo Amazon Prime Day;
- Analistas dizem que o dia de ofertas da gigante do comércio eletrônico pode atrair ainda mais gente que o normal porque muitos seguem em casa por causa da pandemia;
- E, neste ano, a Amazon estreia no Brasil o dia que é considerado a Black Friday da empresa;
- O Prime Day deve contar com mais de 15 mil itens com desconto no país;
- A promoção anual já acontece em países como os Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Itália, Alemanha, França, China, Japão, Austrália e México; 
- Essa expectativa, aliás, sustentou a alta das bolsas em Nova York ontem;
- O S&P 500, o mais amplo índice da bolsa nova iorquina, subiu 1,64%;
- Já o Nasdaq, do setor de tecnologia, fechou com forte valorização de 2,65%;
- Enquanto o Brasil estava de folga no feriado de 12 de outubro, o EWZ, principal referência do Ibovespa negociado em Nova York, subiu 1,24%;
- Entre as ações de empresas brasileiras negociadas por lá, a Petrobras subiu 0,76% e a Vale terminou o dia com ligeira valorização de 0,18% 
- O aumento da demanda de soja pela China e a disparada do dólar no Brasil fizeram o grão sofrer com o mesmo fenômeno que levou o arroz ao estrelato recentemente;
- No acumulado do ano, o preço da soja no porto de Paranaguá subiu impressionantes 77%, segundo dados da escola de agronomia da USP, a ESALQ;
- Isso já é sentido nos supermercados e, segundo o IBGE, o preço do óleo de soja já subiu quase 50% neste ano;
- Jair Bolsonaro reconhece que o campo está feliz com os preços praticados atualmente, mas diz que vai conversar com os produtores;
- O presidente afirma que não vai regular, nem tabelar preços, mas defende que é preciso conversar para garantir o fornecimento da soja para o mercado interno;
- Especialistas dizem que o que tem acontecido é uma alta de preços potencializada por dois fenômenos;
- Para piorar, o jornal Valor Econômico traz reportagem nesta terça-feira que mostra que, por causa da chuva escassa e das temperaturas muito altas, o plantio da safra 2020/21 de soja está bem lento;
- Até quarta-feira, só 3,4% da área planejada tinha sido plantada. Segundo a consultoria AgRural, é o índice mais baixo desde 2010;
- A OCDE, grupo de países ricos onde o Brasil tenta ingressar, avança com o esforço de tentar criar uma regra mundial para a tributação das empresas de tecnologia;
- Anunciou ontem que abrirá consulta pública para a criação de uma nova norma global sobre onde devem ser pagos impostos das empresas digitais;
- O grupo quer que gigantes como Google e Facebook paguem impostos onde os serviços são acessados pelos usuários e não onde eles têm sede administrativa;
- Hoje em dia, os impostos seguem mais a lógica do faturamento com serviços, como publicidade;
- Cálculos da OCDE indicam que poderiam ser arrecadados até US$ 100 bilhões por ano em todo o mundo com o imposto;
- Esse modelo de tributo digital nada tem a ver com o que o governo brasileiro tem chamado de tributo digital, que é uma tentativa de novo nome para a antiga CPMF;
- Isso tem despertado reações negativas dos Estados Unidos, que é sede das principais big techs do mundo e é contra a iniciativa da OCDE; 
- Um dos maiores fenômenos da cultura pop atual se meteu em uma grande confusão que envolve China e Coreia do Sul e grandes empresas dos dois países;
- Tudo começou quando um dos integrantes do BTS, o maior sucesso do chamado k-pop, decidiu comentar a lembrança dos 70 anos da Guerra da Coreia;
- RM disse que sempre lembrará da história de dor que as duas nações compartilharam e os sacrifícios de incontáveis homens e mulheres;
- A Guerra da Coreia começou em 1950 entre as Coreias do Sul e Norte e matou mais de 2,5 milhões de pessoas;
- O Norte contou com o apoio dos chineses e o Sul teve apoio dos Estados Unidos;
- A fala de RM gerou forte reação negativa entre chineses nas redes sociais e parte dessa ira começou a ser direcionada contra as empresas da Coreia do Sul;
- Em reação, a sul-coreana Samsung retirou todos os produtos com a marca BTS das várias lojas virtuais que têm na china;
- Outra gigante do país, a Hyundai apagou postagens que citavam o BTS das redes sociais chinesas.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook