'Vamos lançar terceira fase do Pronampe', diz Carlos da Costa

Com o programa de crédito para micro e pequenas empresas, o estoque de financiamentos para as MPEs chegou a R$ 107 bilhões

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
16 de outubro de 2020 às 18:08
Terceira fase: haverá uma série de ações em apoio a micro e pequenas empresas, como uma parceria com o Sebrae 
Foto: Campaign Creators/Unsplash

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, informou, nesta sexta-feira (16), que o governo lançará uma terceira fase do Pronampe, programa de crédito para micro e pequenas empresas (MPEs). De acordo com ele, a terceira etapa do programa será parte do "Prospera micro e pequenas empresas", que incluirá uma série de ações em apoio a micro e pequenas empresas. "Uma parceria com o Sebrae para que essas empresas aumentem sua produtividade", disse. 

A informação foi anunciada pelo secretário durante evento de retomada do programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade, em Vitória (ES). Costa destacou ainda que, com o Pronampe, o estoque de crédito para as MPEs já chegou a R$ 107 bilhões. "O Pronampe é um sucesso extraordinário", reforçou. 

Na avaliação dele, o Pronampe é importante para formar um histórico de empréstimos das empresas. "60% dessas empresas (participantes do Pronampe) nunca tinham tomado crédito e agora começam a construir seu histórico. Isso é uma roda que gira: até a empresa tomar o seu primeiro crédito e conseguir pagar, ela não tem histórico. Depois que paga, fica muito mais fácil tomar outro", explicou. 

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Segundo Costa, um dos maiores problemas de crédito do mundo é o início do processo. "Tendo cadastro positivo, crédito com o Pronampe e o Peac (outro programa de crédito do governo), você tem a combinação ideal, porque a empresa começa a tomar crédito e crescer", completou. 

O secretário ainda adiantou que o governo vai entregar, na próxima semana, a proposta do marco legal de Startups no Congresso. "(A proposta) Vai fazer com que o país seja um dos melhores do mundo para Startups. Queremos tramitar isso com o máximo de brevidade. Temos uma série de medidas para que o brasil avance rumo a esse mundo 4.0, totalmente diferente, mundo da tecnologia e digitalização", comentou. 

Sobre a possibilidade de o governo criar um novo imposto sobre transações financeiras, o secretário garantiu que, se confirmado, o tributo não vai financiar um novo programa social nem aumentará a carga tributária. "Esse é um governo que reduz impostos e não aumenta. Qualquer imposto que venha não é para custear programa do governo."

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