A reserva de emergência acabou. E agora?


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
19 de outubro de 2020 às 07:00
Podcast O Que Eu Faço

Podcast O Que Eu Faço, com Santander

Foto: CNN Brasil

Se 2020 deixa uma lição para os próximos anos é que é imprescindível ter dinheiro guardado para períodos de turbulência econômica. Os livros de finanças recomendam que a reserva de emergência seja equivalente a algo entre três e seis vezes o gasto médio mensal -- o suficiente, portanto, para pagar as contas por três a seis meses. Na ponta do lápis, isso significa que, se a despesa mensal da família é de R$ 5 mil, é importante ter reservado de R$ 15 mil a R$ 30 mil.

O problema é que já se passaram seis meses desde o início da pandemia no Brasil, e o dinheiro voltado para emergências pode ter sido todo gasto. Não é por um acaso que 55% dos brasileiros disseram que não teriam R$ 200 para uma emergência, segundo uma pesquisa feita pelo PoderData. Pode parecer um valor irrisório para muitas pessoas, mas não é para mais da metade das 2.500 pessoas ouvidas entre 14 e 16 de setembro.

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Portanto, o que fazer agora que o cofrinho de emergências secou? Ednaldo Fernandes, consultor de investimentos do Santander, diz que é necessário construir novamente esse colchão. "Para quem tem um valor a receber, essa tarefa é mais fácil. Basta avaliar o montante necessário para reinvestir na reserva. Mas, se não tem, a dica é a programação mensal de investimentos, em que o investidor seleciona o dia e o valor a ser debitado automaticamente da conta e reinvestido em fundos DI ou na poupança", afirma ao podcast “O que eu faço?”.

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Mas só isso não é o suficiente. É fundamental que a pessoa faça uma análise das entradas de recursos (ou seja, salário e demais rendas, como freelance ou bico) e das saídas, separando os gastos essenciais dos que podem ser um desperdício. "Com essa organização, é possível encontrar formas de se reestruturar financeiramente", diz.

Quer mais dicas? Ouça o novo episódio do podcast “O que eu faço?”, apresentado por Fernando Nakagawa, diretor do CNN Brasil Business, e pela apresentadora Luciana Barreto, com Ednaldo Fernandes, do Santander.

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