Com banco digital, Caixa deve estrear na Bolsa nos próximos meses, diz Guedes


Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
20 de outubro de 2020 às 12:25
Caixa

Agência da Caixa Econômica Federal

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a Caixa Econômica Federal (CEF) deve estrear na Bolsa de valores brasileira, a B3, nos próximos meses. Embora não tenha citado diretamente o nome da Caixa, o ministro afirmou que o governo planeja realizar, nos próximos meses, o IPO do banco digital criado para pagamento do auxílio emergencial à população vulnerável durante a pandemia. Desde abril, o benefício é pago exclusivamente pela Caixa por meio das contas digitais dos brasileiros que ainda não tinham familiaridade com bancos até então. 

"Nós digitalizamos 64 milhões de pessoas. O quanto vale um banco com 64 milhões de pessoas? Pessoas de baixa renda, mas que foram 'bancarizadas' pela primeira vez, então vão ser leais pelo resto de suas vidas. Estamos planejando um IPO desse banco nos próximos seis meses", comentou em debate virtual “Beyond the Headlines: the New U.S.-Brazil Opportunity”, promovido pelo Milken Institute Global Conference nesta terça-feira (20). 

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IPO é a sigla, em inglês, para oferta pública inicial. Ou seja, é o lançamento inicial ou primário de ações de uma empresa. Atualmente 100% Tesouro Nacional, o banco ainda não participa do mercado de ações da bolsa, mas já havia expectativas de o IPO IPO da Caixa Cartões ou da Caixa Seguridade ocorresse ainda este ano. 

Com o IPO, a CEF vai captar recursos no mercado, o que permitirá ampliar os investimentos, já que receberá recursos da compra de papéis. Outro benefício de entrar na Bolsa, é uma maior liquidez aos empreendedores e sócios do banco, permitindo uma maior possibilidade de venda e compra de suas ações. 

Para realizar um IPO, são necessários alguns requisitos: a empresa precisa estar juridicamente constituída como uma sociedade anônima (S/A), o que significa que seu capital é dividido em ações e não em cotas, como nas companhias limitadas.

Além disso, a empresa deve apresentar exigências, como aquelas relacionadas à emissão de relatórios financeiros auditados externamente, a aspectos fiscais, a gestão corporativa, a recursos humanos e à sua estrutura societária, bem como seguir normas de transparência da B3.

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