Lucro da Localiza cresce 60% no 3º tri e aluguéis retomam nível pré-pandemia

Lucro foi de R$ 325,5 milhões de julho e setembro, impulsionado pela retomada de negócios nas divisões de aluguel de veículos e de venda de seminovos

Alberto Alerigi Jr., da Reuters
27 de outubro de 2020 às 19:51

Foto: Divulgação/ Localiza

A Localiza (RENT3) teve alta de quase 60% no lucro líquido do terceiro trimestre ante mesmo período de 2019, impulsionado por uma retomada de negócios nas divisões de aluguel de veículos e de venda de seminovos.

A Localiza teve lucro líquido de R$ 325,5 milhões de julho e setembro. Segundo dados da Refinitiv, a expectativa média de analistas era de lucro de R$ 130,5 milhões.

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A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 18,9%, a R$ 648 milhões. A previsão média de analistas era de R$ 472,7 milhões. Não ficou claro de imediato se os dados são comparáveis.

"A diária média (de aluguel de carros), que havia sido bastante impactada no segundo trimestre, se recuperou gradualmente ao longo do terceiro trimestre, atingindo uma média de R$ 66,8, resultando em receita líquida praticamente estável em comparação ao terceiro trimestre do ano passado", afirmou a Localiza no relatório.

Segundo a empresa, em setembro o volume de carros alugados foi de 152 mil, próximo do nível do primeiro trimestre de 2020.

Em seminovos, a Localiza registrou retomada de volumes pré-pandemia, com 45,5 mil carros vendidos e "gradual aumento de preço ao longo do trimestre". O volume vendido foi 23,7% maior do que no terceiro trimestre de 2019, segundo o balanço.

A depreciação por carro da Localiza na divisão de aluguel de carros fechou o trimestre em R$ 1.271, queda de 51,8% na comparação com o segundo trimestre, apoiada no aumento do preço médio de venda e maior volume vendido. Já na área de gestão de frotas, a depreciação subiu de 2.092 para R$ 2.312.

A Localiza, que em setembro anunciou acordo para comprar a rival Unidas, terminou setembro com relação dívida líquida sobre Ebitda de 2,7 vezes. A dívida líquida era de R$ 6,16 bilhões e o caixa estava em R$ 4,4 bilhões.

A companhia também anunciou ampliação de programa de recompra de debêntures, de 500 milhões para R$ 1,3 bilhão.

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