Guedes diz que não trabalha com hipótese de auxílio em segunda onda de Covid-19

Ministro da Economia estará reunido nesta sexta-feira (13) com o presidente Jair Bolsonaro

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
13 de novembro de 2020 às 07:00 | Atualizado 13 de novembro de 2020 às 07:15

 

Após a fala de que pagaria auxílio emergencial em caso de uma segunda onda de Covid-19, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou a interlocutores que deixou claro que não trabalha com essa hipótese.
Guedes estará reunido nesta sexta-feira (13) com o presidente Jair Bolsonaro.

O ministro tratou de contornar as palavras após impacto negativo no mercado. Nesta quinta-feira (12), em transmissão realizada pelo setor de supermercados, Guedes afirmou que haverá o pagamento do auxílio emergencial "se houver uma segunda onda de pandemia, não é uma possibilidade, é uma certeza". De acordo com o ministro, renovar o auxílio emergencial seria "outro extremo".

Leia também:
Vamos trabalhar com fatos concretos, diz Maia sobre prorrogação do auxílio
Com pacto federativo, Guedes acredita que Brasil pode ter forte crescimento

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante assinatura do termo de posse de novo presidente do Banco do Brasil
Foto: Alan Santos/PR (22.set.2020)

A declaração o colocou novamente em uma posição de choque com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Maia criticou a aliados o impacto no mercado. De acordo com interlocutores, ouvidos pela coluna, o presidente da Câmara não acredita em segunda onda, como vem ocorrendo em países da Europa. Ele evita falar pontualmente nisso por entender que é político e não autoridade sanitária. E reclama de outros que não seguem a mesma linha.