Economia reduz estimativa para déficit das contas públicas em quase R$ 40 bi

A estimativa passou de déficit de R$ 880,5 bilhões, em documento divulgado em 30 de outubro, para R$ 844,574 bilhões

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
20 de novembro de 2020 às 14:03 | Atualizado 20 de novembro de 2020 às 16:19
Fachada do Ministério da Economia
Foto: Hoana Gonçalves/Ministério da Economia


O ministério da Economia reduziu a previsão para o rombo fiscal nas contas do governo central, que inclui os resultados do Banco Central, do Tesouro Nacional e da Previdência Social.

A estimativa passou de déficit de R$ 880,5 bilhões, em documento divulgado em 30 de outubro, para R$ 844,574 bilhões, de acordo com o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias, publicado nesta sexta-feira (20). Essa é a primeira previsão que considera a atualização da projeção para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) que, segundo a equipe econômica, deve cair 4,5% este ano. 

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A melhora nas expectativas é explicada por uma maior arrecadação, bem como uma redução das despesas públicas. 

De acordo com o documento, o governo espera um avanço de R$ 4,68 bilhões nas receitas líquidas da União. Essa alta é puxada, principalmente, pelo recolhimento do Imposto de Renda, que deve ficar R$ 10,16 bilhões acima do esperado no relatório anterior.

A pasta estima ainda uma queda de R$ 11,749 bilhões nos gastos deste ano. Desse total, R$ 9,441 bilhões são referentes à despesas discricionárias. 

Além disso, a equipe econômica reduziu R$ 2,098 bilhões dos subsídios por conta da "atualização dos compromissos até o final do ano", como o Proex e o Plano Safra. Outro corte de gastos foi referente aos benefícios previdenciárias, que custaram R$ 1,789 bilhão menos. 

“(Essa) redução motivada pela confirmação da tendência de queda da despesa com benefícios previdenciários para 2020, refletindo os efeitos da Reforma da Previdência e da revisão da expectativa de reversão do represamento na concessão de benefícios ainda este ano, em decorrência da pandemia da COVID-19 e da necessidade de fechamento e reabertura gradual das agências”, explica o relatório.

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