Safra e Lemann perderam R$ 47 bilhões em 2020, aponta revista suíça

Famílias de Joseph Safra e Jorge Paulo Lemann continuam entre as cinco mais ricas da Suíça, segundo a revista Bilan

Raphael Coraccini, colaboração para o CNN Brasil Business, em São Paulo
27 de novembro de 2020 às 15:54

O banqueiro Joseph Safra

Foto: Renata Jubran/Estadão Conteúdo

O ranking das 300 maiores fortunas da Suíça, divulgado pela revista Bilan, aponta a manutenção das famílias de Joseph Safra e de Jorge Paulo Lemann entre as cinco mais ricas do país. Porém, ambas perderam juntas 8 bilhões de francos suíços com relação à última edição do ranking, no ano passado. Isso equivale a cerca de R$ 47 bilhões.

A família Joseph Safra mantém a terceira maior fortuna da Suíça, apesar da perda de 1 bilhão de francos suíços no último ano, o que equivale a R$ 5,8 bilhões. Os Safra possuem, agora, entre 22 bilhões e 23 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 128 bilhões a R$ 135 bilhões).

Uma das maiores perdas entre os bilionários com endereço na Suíça foi de Jorge Paulo Lemann. O acionista da AB Inbev sofreu um tombo de cerca de 7 bilhões de francos suíços, ou RS 41,1 bilhões. Apesar disso, Lemann mantém a quarta posição entre os mais ricos do país, com uma fortuna que oscila entre 15 bilhões e 16 bilhões de francos suíços (entre R$ 88,1 bilhões e R$ 94 bilhões).

A importante redução na fortuna de Lemann está relacionada, segundo a Bilan, aos impactos que a pandemia trouxe à AB Inbev. Também os resultados abaixo do esperado dos grupos Kraft Heinz e Burger King ajudaram a tirar algumas dezenas de bilhões da fortuna do brasileiro.

Paulo Coelho

Paulo Coelho é outro brasileiro que ocupa um lugar na lista dos mais ricos que moram na Suíça. O escritor é dono de uma fortuna de 500 milhões a 600 milhões de francos suíços, o que equivale a R$ 2,9 bilhões a R$ 3,5 bilhões. Na 184ª posição, o mago não teve qualquer oscilação importante em sua fortuna no último ano.  

Topo da lista

Entre os mais ricos da Suíça, figuram à frente dos Safra a família Hoffmann-Oeri, acionistas da farmacêutica Roche, os mais ricos do país. Na segunda posição, Gérard Wertheimer, acionista da Chanel. Na quarta posição, Lemann passa a ter a companhia da família Bochler, do grupo Ems-Chemin.