Rodrigo Maia culpa vaidade pelo atraso nas reformas, em especial, a tributária

Segundo Maia, o deputado Aguinaldo Ribeiro irá apresentar o relatório da Reforma Tributária durante esta semana e a expectativa é votar o texto ainda este ano

Larissa Rodrigues, do CNN Brasil Business, em Brasília
30 de novembro de 2020 às 17:11 | Atualizado 30 de novembro de 2020 às 19:12

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, durante entrevista para o site UOL, que as vaidades estão atrapalhando a aprovação das reformas no Congresso Nacional, em especial da reforma tributária. “Eu estou desde o ano passado tentando avançar, mas tivemos conflitos, vaidades, egos. A vaidade do ser humano é grande, na política é maior” [...] A vaidade é uma loucura, você não faz ideia. Ciúme de homem com homem, não seria um preconceito. Mas, é uma coisa impressionante como essa vaidade nos atrapalhou”, afirmou.

Perguntado sobre quem seria vaidoso, se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ou o ministro da Economia, Paulo Guedes, estariam entre eles, Maia desconversou. “Davi [Alcolumbre] tem zero vaidade, se tem uma qualidade que o Davi tem é ter pouca vaidade [...] depois que eu terminar o meu mandato de presidente eu vou poder falar mais, agora eu quero aprovar as matérias, depois faço a ordem dos vaidosos do palácio, do governo federal e do parlamento brasileiros.”  

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Ainda de acordo com o presidente da Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) irá apresentar o relatório da Reforma Tributária durante esta semana e a expectativa é votar o texto ainda este ano, já que haveria votos “com ou sem” o apoio do Palácio do Planalto.

Maia disse ainda que não negociou com a oposição que a reforma traga a taxação de grandes fortunas, mas que “tratou da taxação de herança, aumentando a alíquota progressivamente” e que “não vê problema nisso”. 

Rodrigo Maia voltou a pedir que o Teto de Gastos seja respeitado, assim como a proposta de emenda constitucional (PEC) Emergencial priorizada. “Não deixem as coisas para o último dia do ano. Não terá prorrogação do estado de calamidade nem da PEC da Guerra, isso aí está dado [...] Não adianta forçar a mão, porque na minha presidência não haverá, em nenhuma hipótese, prorrogação do estado de calamidade se o governo mandar uma mensagem.”

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