Você investe em fundos? Pois hoje é dia de pagar imposto chamado 'come-cotas'

Se for um fundo de longo prazo, o valor que incide sobre o lucro é de 15%; e se for de curto prazo, o percentual é de 20%

Natália Flach, do CNN Brasil Business
30 de novembro de 2020 às 09:39 | Atualizado 30 de novembro de 2020 às 09:47
Dia de pagar imposto
Foto: Pixabay


Diferentemente de outras aplicações financeiras, os fundos de investimentos têm uma tributação antecipada. Duas vezes por ano (em maio e novembro), o investidor paga o chamado come-cotas, que é um tributo sobre o rendimento acumulado no período. Se for um fundo de longo prazo, o valor que incide sobre o lucro é de 15%; e se for de curto prazo, o percentual é de 20%.

Dessa forma, quando o investidor resgata o dinheiro investido, pagará apenas a diferença do imposto que ainda não foi cobrado. Mas é bom lembrar que o imposto incinde apenas sobre a rentabilidade positiva. Ou seja, não haverá cobrança se os fundos tiverem prejuízo no período.

Nesse sentido, é de se esperar que bem pouco seja descontado dos fundos nesta segunda-feira (30) — a cobrança é automática, o investidor não precisa gerar boleto nem nada. Isso porque o desempenho dos fundos, com algumas exceções, tem sido pouco expressivo.

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O desconto desta segunda-feira se refere ao acumulado entre junho e novembro. Para se ter ideia, no caso de fundos de renda fixa simples, o retorno de junho até outubro (dado mais recente) foi de 0,49%, de acordo com dados da Anbima. No ano, a rentabilidade é de 1,7% e, em 12 meses, de 2,32%.

Já a rentabilidade dos fundos de renda fixa investimento no exterior no período da tributação foi melhor, de 5,67%, enquanto o retorno dos de renda fixa dívida externa alcançou 9,7%.

A análise da rentabilidade média de cada categoria citada acima é feita pela Anbima que leva em conta os produtos oferecidos no mercado. No caso de renda fixa investimento no exterior, por exemplo, foram analisados 12 fundos.

Fundos de ações

O desempenho dos fundos de ações deixou a desejar em 2020. Mas, quando se analisa apenas o período de junho a outubro (o mais recente na Anbima), há surpresas positivas. Um exemplo são os fundos de ações indexadas, cujo retorno no período foi de 8,44% ante uma queda anual de 18,82%.

Já os de dividendos tiveram lucro de 3,86% entre junho e outubro ante queda de 22,55% no acumulado do ano até o mês passado. Enquanto isso, os small caps recuaram 20,5% em 2020 e subiram 11,96% entre junho e outubro.

Por sua vez, os fundos cambiais, que no ano rendem, em média, 43,29%, subiram "somente" 7% entre junho e outubro.

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