Ações mais baratas? B3 reduzirá taxas para investimentos a partir de fevereiro

Os custos menores para os investidores resultarão em uma redução de receitas de R$ 250 milhões para a bolsa de valores

Raphael Coraccini, colaboração para o CNN Brasil Business, em São Paulo
11 de dezembro de 2020 às 15:21 | Atualizado 14 de dezembro de 2020 às 16:23
Foto: Reuters/Paulo Whitaker

A B3 (B3SA3) anunciou para 2021 uma nova política de preços para negociação, pós-negociação e central depositária em renda variável, que passará a vigorar a partir de fevereiro. As mudanças procuram avançar no plano criado em janeiro deste ano e que deveria ter sido concluído em agosto, mas que foi adiado por necessidade de ajustes no mercado.

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Os investimentos com variações diárias (day trade) terão uma taxação de 0,0230% sobre o valor negociado – menor que os atuais 0,0250% –, além de desconto extra para negócios de mais de R$ 1 milhão à vista. Essa redução adicional terá valor estabelecido por uma tabela com 12 faixas de desconto.

Operações de prazo maior passarão a ter incidência de 0,0300% (hoje é de 0,0325%) sobre o volume negociado. Para as duas modalidades também está prevista a extinção da taxa de manutenção de contas para investidores pessoa física, que é de R$ 9,28.

Redução de receitas 

Alguns testes relacionados a essa mudança na política preços foram realizados entre abril e junho. Os custos menores para os investidores resultarão em uma redução de receitas de R$ 250 milhões para a B3. O número, no entanto, é menor do que o previsto inicialmente: cerca de R$ 400 milhões.

As mudanças que acontecerão em fevereiro de 2021 são intermediárias e não há um prazo para a conclusão da implementação. Isso ocorre, de acordo com a B3, porque há a dependência de ajustes junto ao mercado e preparação dos sistemas de tecnologia.  

Neste ano, a Bolsa de São Paulo somou 407 empresas participando de seus pregões com aumento de 2,5% no valor movimentado pelas ações, somando R$ 4,475 trilhões.

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