Maia diz que tentará votar texto do governo da reforma tributária semana que vem

Como foi encaminhado pelo governo via projeto de lei, a tramitação é mais simplificada do que uma PEC

Bárbara Baião e Igor Gadelha, da CNN, em Brasília
16 de dezembro de 2020 às 12:42

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (16) ser favorável à votação, ainda este ano, da proposta do governo sobre reforma tributária, que prevê apenas a unificação de PIS e Cofins. 

Como foi encaminhado pelo governo via projeto de lei, a tramitação é mais simplificada do que uma PEC, já que o relatório ainda precisa passar pela comissão mista, primeira etapa de tramitação antes de o texto ir ao plenário. 

Em café da manhã com jornalistas, em Brasília, o parlamentar disse vai sugerir ao relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentar o parecer ainda essa semana. 

Na avaliação do político, a aprovação não impede que, no ano que vem, o Congresso discuta uma reforma mais robusta, com unificação de tributos como ICMS e ISS, como prevê as duas sugestões de simplificação tributária apresentadas por parlamentares. 

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Sobre a reforma administrativa, o presidente da Câmara afirmou que o avanço da proposta em 2021 vai depender da disposição do governo. 

Na leitura de Maia, a agenda liberal de Paulo Guedes se tornou "minoritária" dentro do governo e há incerteza sobre a agenda que o presidente Jair Bolsonaro deseja seguir no ano que vem. 

O presidente da Câmara disse ainda que, pelas conversas que tem tido, o Palácio do Planalto não quer mais votar pautas que tragam desgaste político. 

“Minha impressão é que governo não vai mais caminhar no caminho de organizar as despesas públicas”, disse. Para o deputado, o governo “erra quando acha que polêmicas de curto prazo atrapalham 2022”.

Recesso
O presidente da Câmara afirmou também que seguirá defendendo a suspensão do recesso parlamentar de janeiro, mas para votar uma "pauta combinada com o governo".

Para Maia, em janeiro, parlamentares poderiam votar propostas relacionadas à vacinação contra a Covid-19, reformas ou ainda medidas de ajuste fiscal.