Preço do diesel e da gasolina nas refinarias sobe até 5% a partir desta terça

Decisão foi anunciada nesta segunda-feira (28) pela Petrobras, que aponta queda no acumulado do ano; para especialistas, reajuste ainda não foi suficiente

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo*
29 de dezembro de 2020 às 03:15 | Atualizado 29 de dezembro de 2020 às 09:25


Passam a valer a partir desta terça-feira (29) os novos preços praticados pela Petrobras para a gasolina e o diesel vendido em suas refinarias. A estatal decidiu aumentar em 4% o preço médio do diesel e em 5% o da gasolina.

O diesel passa a ser vendido para as distribuidoras a R$ 2,02 por litro, um aumento de R$ 0,08 no preço médio. Já a gasolina passa a ser vendida às distribuidoras ao preço médio de R$ 1,84 por litro, uma elevação de R$ 0,09.

A diferença entre os valores acima e aqueles que os consumidores encontram nas bombas dos postos de gasolina se explica pela própria cadeia de distribuição dos combustíveis. Distribuidoras e postos acrescentam aos custos os valores referentes aos seus serviços e margem de lucro, que também encarecem acompanhando o preço do insumo.

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Esse processo todo pode fazer com que o reajuste não seja sentido imediatamente nas bombas, dando um refresco aos interessados em abastecer pelos preços atuais, a depender do cronograma de reposição.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.

Segundo a Agência Nacional de Gás Natural, Petróleo e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina praticado no país está na casa de R$ 4,47. O levantamento foi feito pela ANP entre os dias 13 e 19 de dezembro, visitando 2.306 postos. O menor valor verificado foi de R$ 3,67 e o maior, de R$ 5,49.

Já o óleo diesel, no mesmo intervalo de dias e em uma base de 847 postos, foi vendido ao preço médio de R$ 3,59. O menor valor verificado foi de R$ 3,09 e o maior, de R$ 4,79.

O que diz a Petrobras

O aumento anunciado nesta segunda-feira (28) pela Petrobras é o segundo consecutivo do mês. E ainda pode não ter sido suficiente, uma vez que especialistas apontam que permanece a desafagem ante a paridade da importação.

"Faz cerca de três semanas que a Petrobras trabalha com defasagem de mais de 10 centavos em relação ao mercado internacional e segue bem próxima a esse nível mesmo com o ajuste de hoje", afirmou à Reuters o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva.

A estatal argumenta que no acumulado do ano, os preços caíram. A queda, diz a Petrobras, seria de 4,1% para a gasolina e de 13,2% para o diesel.

No acumulado do ano, afirma a companhia, o preço tem redução de 4,1%.

No diesel, o preço médio para as distribuidoras será de R$ 2,02 por litro, aumento de R$ 0,08. Também há queda no acumulado de 2020, de 13,2%, calcula a Petrobras.

*Com informações do Estadão Conteúdo