Confira os melhores investimentos em renda fixa e renda variável para 2021

Apesar de ter se tornado um pouco menos atraente, principalmente, devido à queda da taxa Selic, investimentos em títulos do Tesouro seguem sendo importantes

Marcia Tojal, colaboração para o CNN Brasil Business
01 de janeiro de 2021 às 05:00
Investimentos
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Foto: Chronis Yan / Unsplash


A renda fixa morreu com o juro a 2% ao ano? A bolsa, mesmo voltando a patamares históricos, vai continuar subindo? Depois de um ano tão difícil, que atingiu em cheio a economia mundial, investir segue sendo uma boa saída para quem quer ver seu dinheiro render um pouco mais.

Mas a pergunta de ouro é: quais são os melhores investimentos?

Renda fixa

Apesar de ter se tornado um pouco menos atraente para o brasileiro, principalmente, devido à queda da taxa Selic, a renda fixa segue sendo uma possibilidade. É o que pensa Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos e Finanças da Fundação Getulio Vargas.

De acordo com a especialista, nunca se falou tanto em reserva de emergência como neste ano de pandemia, e a melhor alternativa para esse tipo de reserva seria justamente a renda fixa – uma modalidade de investimento previsível e segura.

“Uma outra parte que tem cada vez mais atraído investidores é o crédito privado. Com a Selic a 2%, as pessoas começam a achar que alguma alternativa que pague um pouquinho mais, ainda que tenha um pouco mais de risco, pode fazer sentido”, aponta.

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Para o consultor financeiro Fabio Gallo, construir uma carteira de acordo com os nossos objetivos é muito importante, pois isso vai ditar o grau de risco que podemos correr. Um bom investimento de renda fixa é o Tesouro IPCA+, que, assim como o Tesouro IPCA, rende conforme a sua taxa fixa e a variação da inflação. 

A diferença entre um e o outro é que um paga a rentabilidade apenas no vencimento e o outro paga rentabilidade a cada seis meses.

Neste ano, é bom lembrar, a inflação provavelmente fechará acima do centro da meta de 4%, definida pelo Conselho Monetário Internacional.

Além deles, os diversos tipos de CDBs, LCIs, LCAs disponíveis ainda são alternativas para quem quer ter liquidez diária e ver o dinheiro render um pouco mais. Porém, o investidor precisa estar de olho em cada um deles. 

Há aqueles, especialmente dos grandes bancos, que têm rentabilidade menor, mas liquidez diária (ou seja, você pode resgatar quando quiser), enquanto outros pagam taxas maiores, porém determinam um tempo mínimo para que a retirada aconteça. 

Para Yoshinaga, talvez o único investimento que não vale a pena tentar em 2021 é a clássica poupança. 

“Existem outras alternativas que dão mais retorno do que a poupança – que exige que o dinheiro fique pelo menos um mês inteiro na conta sem ser movimentado para que tenha algum crescimento.”

Renda variável

O investimento em renda variável continua sendo uma tendência, principalmente, agora que o Ibovespa retomou o patamar do início do ano, encerrando 2020 próximo da sua máxima histórica. 

Parte dessa alta é explicada pelo aumento considerável de pessoas que passaram a ver na renda variável um instrumento de busca de uma rentabilidade maior. Hoje, são mais de 3 milhões de CPFs que estão na bolsa. Essa corrida se deu porque aqueles tempos de retornos de mais de 10% ao ano sem risco ficaram para trás, segundo Yoshinaga, da FGV.

Entre as opções que se destacam estão as ações da Vale (VALE3), Petrobras (PETR3 e PETR4), Magazine Luiza (MGLU3) e de concessionárias, como a EcoRodovias (ECOR3). Esses papéis estão entre as apostas do analista Pedro Galdi, da Mirae Asset.

“Com a pandemia, os setores de transporte aéreo, turismo e entretenimento foram bastante atingidos. Se houver vacina, esses papéis vão bombar na bolsa. Quanto mais demorar o efeito da recuperação e persistir o ritmo de isolamento, esses setores vão sofrer novamente”, conclui.

Já os fundos mobiliários, ainda que tenham crescido nos últimos tempos, e serem uma boa alternativa porque dão mais liquidez, demandam cautela. Isso porque além da variedade de fundos, suas finalidades e perspectivas, serem muito grandes, estamos vivendo um cenário de muitas incertezas devido a pandemia. 

Entre as principais pedidas estão fundos ligados ao setor de logística, que cresceu mesmo durante a crise, especialmente pegando carona no crescimento do segmento de comércio eletrônico. 

Shoppings e imóveis corporativos, no entanto, exigem um pouco de atenção. Afinal, apesar de terem caído bastante durante a pandemia, sem uma vacina vai ser difícil cravar quando a recuperação total deles vai acontecer.